Tem certas viagens que a gente planeja durante anos. Machu Picchu é uma delas. E olha, não é pra menos: estamos falando de uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, uma cidadela inca que está ali, empoleirada a 2.430 metros de altitude nos Andes peruanos, resistindo ao tempo desde pelo menos 1420 — sim, pesquisas recentes de datação por radiocarbono publicadas em 2021 mostraram que a ocupação começou décadas antes do que se imaginava.
Mas entre o sonho e a realidade, existe uma pergunta que todo viajante se faz: como chegar em Machu Picchu? E a resposta, como quase tudo que envolve viagem de verdade, não é tão simples quanto parece. Não existe estrada que leve direto às ruínas. Não dá pra simplesmente pegar o carro e estacionar na porta. A jornada até lá faz parte da experiência — e conhecer bem as opções pode ser a diferença entre um passeio corrido e frustrante ou uma vivência que vai mudar a forma como você enxerga o mundo.
Neste guia, reuni tudo o que você precisa saber para planejar sua chegada a Machu Picchu. Falamos de trem, trilhas, rotas alternativas, ingressos, circuitos, melhor época e aqueles detalhes que fazem toda a diferença quando você está lá, com a mochila nas costas e o coração acelerado.
Primeiro passo: chegar a Cusco
Antes de pensar em como chegar em Machu Picchu, você precisa chegar a Cusco. Essa cidade milenar é a porta de entrada para tudo que envolve a cidadela inca — e merece, por si só, pelo menos dois ou três dias de exploração.

Se você vem de fora do Peru, o caminho mais comum é voar até Lima e de lá pegar um voo doméstico até o Aeroporto Alejandro Velasco Astete, em Cusco. O voo dura cerca de uma hora e vinte minutos. Companhias como LATAM, JetSmart e SKY Airline operam essa rota com frequência.
Um detalhe que muita gente subestima: Cusco fica a 3.400 metros acima do nível do mar. A altitude cobra seu preço. Dor de cabeça, cansaço, falta de ar — os sintomas do soroche (o mal de altitude andino) são reais. Então, reserve pelo menos um dia para se aclimatar antes de seguir viagem. Os peruanos recomendam chá de coca, bastante água e evitar refeições pesadas nas primeiras horas. Funciona.
Como chegar em Machu Picchu de trem

A forma mais popular de chegar a Machu Picchu é de trem. E quando digo popular, quero dizer que é o meio de transporte utilizado pela grande maioria dos visitantes. O trajeto é feito ao longo do Vale Sagrado dos Incas, acompanhando o Rio Urubamba, e a paisagem é absolutamente deslumbrante — montanhas nevadas ao fundo, vegetação que vai mudando conforme você desce de altitude, e uma sensação crescente de que algo extraordinário espera no final da linha.
Existem duas rotas principais de trem:
De Ollantaytambo a Aguas Calientes
Essa é a rota mais utilizada. Ollantaytambo fica a cerca de uma hora e meia de carro de Cusco, e o trem de lá até Aguas Calientes (oficialmente chamada de Machu Picchu Pueblo) leva aproximadamente uma hora e quarenta minutos. É um trajeto que, por si só, já vale a viagem. Você vai entre desfiladeiros cada vez mais verdes, vendo o rio correr ao lado, até chegar a essa cidadezinha que existe basicamente como ponto de apoio para quem visita as ruínas.
Duas empresas operam nessa rota: a PeruRail e a Inca Rail. Cada uma oferece diferentes categorias de serviço, desde o mais econômico até experiências de luxo genuíno.
A PeruRail opera três classes principais: o Expedition, que é confortável e funcional (perfeito para quem quer chegar sem frescura); o Vistadome, com janelas panorâmicas que transformam a viagem numa experiência visual incrível; e o lendário Belmond Hiram Bingham, nomeado em homenagem ao explorador que trouxe Machu Picchu ao conhecimento do mundo ocidental em 1911 — este último inclui vagões no estilo Pullman, jantar gourmet e músicos peruanos ao vivo. É caro? Sim. Mas se você está realizando o sonho de uma vida, pode valer cada centavo.
A Inca Rail tem opções igualmente interessantes: o Voyager (econômico e confortável), o The 360° (com um vagão de observação ao ar livre), o The First Class (experiência premium com menu gourmet) e até o The Private, onde você aluga um vagão inteiro para seu grupo.
De Cusco a Aguas Calientes (serviço bimodal)
Tanto a PeruRail quanto a Inca Rail oferecem um serviço bimodal que começa em Cusco: você pega uma van ou ônibus privado até a estação de trem (Ollantaytambo ou Pachar, dependendo do horário), onde embarca no trem até Aguas Calientes. Essa opção é prática para quem não quer alugar carro nem se preocupar com logística — tudo já vem organizado.
Um ponto importante: desde setembro de 2025, a PeruRail passou a utilizar a estação de Pachar como ponto de transferência em alguns horários do serviço bimodal. Fique atento ao verificar os detalhes da sua passagem para evitar surpresas.
De Aguas Calientes às ruínas
Quando você chega em Aguas Calientes, ainda falta o último trecho: subir até a entrada de Machu Picchu. São duas opções:
A primeira é o ônibus da Consettur, que faz o trajeto em cerca de 25 a 30 minutos por uma estrada sinuosa montanha acima. Os ônibus saem com frequência a partir das 5h30 da manhã. É a opção que a maioria das pessoas escolhe, e com razão — depois de um dia de viagem, guardar as pernas para explorar as ruínas é uma decisão sábia.
A segunda opção é subir a pé. São cerca de 45 minutos a uma hora de caminhada íngreme por degraus de pedra. Se você está em boa forma e quer sentir na pele o esforço de chegar lá em cima por conta própria, é uma experiência gratificante. Mas não subestime: é uma subida puxada, especialmente na altitude.
Como chegar em Machu Picchu a pé: as trilhas

Se o trem é a forma mais prática de como chegar em Machu Picchu, as trilhas são, sem dúvida, a mais épica. Chegar à cidadela depois de dias caminhando pelos Andes — suado, cansado, mas com aquele brilho nos olhos — é algo que nenhum trem ou ônibus consegue reproduzir.
A Trilha Inca clássica
A Trilha Inca é a rota mais famosa e icônica para chegar a Machu Picchu. São 43 quilômetros percorridos em 4 dias, começando em Chillca (próximo a Ollantaytambo) e terminando no Inti Punku — a Porta do Sol —, de onde você tem a primeira visão da cidadela lá embaixo. Esse momento, dizem os trekkers, é de chorar.
O percurso passa por caminhos de pedra originais construídos pelos incas, atravessa floresta nublada e floresta tropical, e inclui passagens por outros sítios arqueológicos menos conhecidos ao longo do caminho. Você acampa todas as noites com o apoio de guias e carregadores (os porters), que levam entre 20 e 25 kg nas costas — barracas, comida, mesas, bancos — e ainda montam o acampamento e preparam as refeições. Eles merecem todo o respeito do mundo.
Existe um limite diário de 500 permissões para a Trilha Inca, sendo que mais da metade é destinada a guias e carregadores. Isso significa que os lugares para turistas são limitadíssimos, especialmente em julho e agosto (alta temporada). Reserve com pelo menos 6 meses de antecedência se quiser garantir seu lugar.
A trilha exige preparo físico razoável. Não é preciso ser um atleta, mas fazer caminhadas longas com subidas antes da viagem vai ajudar muito. Boas botas de trekking são indispensáveis, bastões de caminhada ajudam demais, e um bom chapéu é obrigatório — o sol nos Andes não perdoa.
Trilha Salkantay

Para quem não conseguiu vaga na Trilha Inca — ou simplesmente quer algo diferente — a Trilha Salkantay é a alternativa mais popular. São 5 dias de caminhada por ecossistemas que variam de montanhas nevadas (o pico Salkantay, a 6.271 metros) até vales subtropicais cheios de orquídeas. A trilha não tem limite de permissões como a Inca Trail, mas ainda exige um bom preparo físico por conta das altitudes elevadas.
Trilha Lares

A Trilha Lares é considerada um pouco menos exigente fisicamente e oferece algo que as outras rotas não têm na mesma medida: uma imersão cultural profunda. O trajeto passa por comunidades quéchuas remotas, onde você pode ver tecelãs trabalhando com técnicas ancestrais e pastores de lhamas e alpacas cuidando de seus rebanhos entre terraços agrícolas que existem há séculos. É menos turístico e mais autêntico.
Trilha Moonstone

Menos conhecida, a Trilha Moonstone é uma opção para quem quer fugir das trilhas lotadas. Com acampamentos completos e passagens por vilarejos rurais e áreas menos frequentadas, é uma das melhores escolhas para quem busca mais contato com a população local e menos com outros turistas.
A rota alternativa pela Hidrelétrica

Existe uma terceira forma de como chegar em Machu Picchu que é bastante popular entre viajantes com orçamento mais apertado: a rota pela Hidrelétrica (Hidroeléctrica).
O trajeto funciona assim: de Cusco, você pega um ônibus ou van até a cidade de Santa Teresa, e de lá segue até a estação da hidrelétrica. A partir desse ponto, você pode caminhar ao longo dos trilhos do trem por cerca de 10 km (duas a três horas) até Aguas Calientes, ou pegar o trem no trecho final.
É uma rota mais longa e cansativa, mas significativamente mais barata que ir de trem direto desde Ollantaytambo. A caminhada pelos trilhos é relativamente plana e tem uma paisagem bonita, com o rio ao lado e a vegetação tropical ao redor. Não é perigosa, mas exige atenção quando um trem passa — saindo do caminho e esperando ele seguir.
Algumas operadoras como a Peru Hop oferecem pacotes que combinam transporte rodoviário com esse trecho final até Aguas Calientes, tornando toda a logística mais simples para quem viaja por conta própria.
Aguas Calientes: mais do que um ponto de passagem

A maioria dos visitantes trata Aguas Calientes apenas como o lugar onde se dorme antes de subir a Machu Picchu. E isso é um erro. A cidadezinha tem suas fontes termais naturais (que dão nome ao lugar), uma feirinha de artesanato que rende boas pechinchas, e restaurantes onde você pode experimentar pratos peruanos autênticos como lomo saltado e ceviche andino.
Mas o mais importante: dormir em Aguas Calientes é praticamente obrigatório se você quer aproveitar Machu Picchu de verdade. O itinerário padrão que muitas agências vendem — chegar de manhã cedo, fazer um tour de duas horas correndo pelas ruínas e voltar de trem no mesmo dia — é, sinceramente, uma forma frustrante de conhecer um dos lugares mais extraordinários do planeta.
A recomendação de quem conhece bem a região é chegar a Aguas Calientes no fim da tarde, descansar, jantar com calma, e subir para as ruínas na manhã seguinte, no primeiro horário, quando tudo está mais tranquilo e há chance de ver o nascer do sol iluminando a cidadela. Se tiver tempo e orçamento, compre dois ingressos para dias consecutivos: visite no fim da tarde no primeiro dia (a luz é espetacular e há menos gente) e volte cedo na manhã seguinte para fazer uma das trilhas extras dentro do sítio.
Ingressos para Machu Picchu em 2026: o que mudou
Se tem uma coisa que muda todo ano, são as regras de visitação de Machu Picchu. O Ministério da Cultura do Peru tem implementado controles cada vez mais rigorosos para preservar o sítio — e com razão. Mais de um milhão de pessoas visitam Machu Picchu por ano, um aumento de 700% desde o início dos anos 1980. Para uma estrutura de pedra com mais de 600 anos, isso é muita pressão.
Veja o que está valendo para 2026:
Capacidade diária: O limite é de 5.600 visitantes por dia na alta temporada (junho a agosto, mais feriados) e 4.500 na baixa temporada (janeiro a maio e outubro a dezembro). Esses números são distribuídos entre os diferentes circuitos e horários.
Site oficial de compra: O único site oficial para comprar ingressos é o tuboleto.cultura.pe. Desconfie de qualquer outro site que prometa vender ingressos oficiais — existem muitos intermediários que cobram taxas extras, e alguns nem sempre são confiáveis.
Circuitos obrigatórios: Desde 2024, Machu Picchu opera com 3 circuitos principais e 10 rotas. Você não pode mais circular livremente pela cidadela. Cada ingresso dá acesso a um circuito específico, e os caminhos são de mão única — se você sair da rota designada, os guardas podem pedir que você deixe o sítio sem reembolso.
Circuito 1 — Foca na parte alta, com vista panorâmica da Casa do Guardião (a famosa foto cartão-postal). Não permite acesso à área urbana da cidadela, mas oferece rotas adicionais como Inti Punku (Porta do Sol), Ponte Inca e Montanha Machu Picchu.
Circuito 2 — O mais popular e completo. Inclui a foto clássica da Casa do Guardião e também permite explorar a cidade inca por dentro: Templo do Sol, Praça Sagrada, Templo das Três Janelas, Intihuatana e Rocha Sagrada. Dura cerca de 3 horas. É o mais recomendado para quem vai pela primeira vez.
Circuito 3 — Explora a parte baixa da cidadela e oferece acesso a áreas como Huchuy Picchu e a Grande Caverna. É uma experiência mais intimista e menos concorrida.
Tempo máximo de permanência: O tempo varia entre 2 e 4 horas, dependendo do circuito e das trilhas extras escolhidas. Todo mundo precisa sair antes das 17h30.
Guia obrigatório? Oficialmente, o Ministério da Cultura recomenda fortemente que os visitantes sejam acompanhados por guias certificados, em grupos de no máximo 10 pessoas. Na prática, é possível entrar sem guia, mas ter um profissional ao lado enriquece imensamente a experiência — as histórias, os detalhes arquitetônicos, os significados astronômicos de cada construção ganham outra dimensão quando alguém que realmente entende do assunto vai explicando.
Documentos necessários: Leve seu passaporte original. Ele é exigido tanto na compra quanto na entrada. Para brasileiros, não é necessário visto para visitar o Peru.
O que não pode levar para Machu Picchu
As regras são rigorosas, e os fiscais levam a sério. Antes de subir, confira esta lista:
Mochilas grandes — O limite é 40x35x20 cm. Mochilas maiores precisam ficar no guarda-volumes lá embaixo. Tripés e bastões de selfie — Proibidos, a não ser com autorização especial. Guarda-chuvas — Não pode. Use capa de chuva ou chapéu. Comida e bebida — Não é permitido entrar com alimentos. Leve apenas uma garrafa de água. Bastões de caminhada com ponta metálica — Somente com ponta de borracha, e apenas para idosos ou pessoas com deficiência. Instrumentos musicais, bandeiras e cartazes — Proibidos. Bebidas alcoólicas — Proibidas, inclusive entrar sob efeito de álcool.
Quando ir: a melhor época para visitar Machu Picchu
O Peru tem duas estações bem definidas: a seca (de maio a setembro) e a chuvosa (de outubro a abril). A maioria das pessoas visita Machu Picchu na estação seca, quando os céus costumam estar mais limpos e as chances de chuva são menores. Julho e agosto são o pico absoluto — mais gente, preços mais altos, e ingressos que esgotam semanas antes.
Os meses ideais, na opinião de quem conhece a região intimamente, são início de maio e final de setembro. Nessas janelas, o tempo ainda é bom (sem ser tão frio quanto no meio do inverno andino), as trilhas estão em boas condições, e tanto Machu Picchu quanto a Trilha Inca ficam consideravelmente mais vazias do que nos meses de pico.
Se você aceita correr o risco de uma chuva eventual, os meses de ombro — abril e outubro — oferecem preços mais baixos e uma experiência mais tranquila. Fevereiro é quando a Trilha Inca fecha para manutenção, então se trekking está nos seus planos, evite esse mês.
Quanto custa ir a Machu Picchu
Vou ser direto: Machu Picchu não é um destino barato. Mas com planejamento, dá para fazer caber no orçamento. Aqui vai uma estimativa geral dos custos principais para um viajante brasileiro:
Ingresso para Machu Picchu: Os preços variam conforme o circuito e a temporada. Para estrangeiros adultos, espere pagar entre 152 e 200 soles peruanos (aproximadamente R$ 200 a R$ 280) pelo ingresso básico, e um pouco mais para rotas que incluem montanhas como Huayna Picchu ou Montanha Machu Picchu. Estudantes de graduação com carteira válida têm desconto. Brasileiros também podem se beneficiar de descontos por pertencerem ao Mercosul.
Trem (Ollantaytambo–Aguas Calientes): A partir de US$ 60 (econômico) até US$ 500+ (luxo) por trecho. Compre com antecedência no site da PeruRail ou Inca Rail.
Ônibus Aguas Calientes–Machu Picchu: Cerca de US$ 24 (ida e volta) para estrangeiros adultos.
Trilha Inca (4 dias): Entre US$ 500 e US$ 900 por pessoa com operadoras de turismo, incluindo guia, carregadores, alimentação e camping.
Hospedagem em Aguas Calientes: Hostels simples a partir de R$ 80/noite, hotéis medianos por volta de R$ 200-350/noite.
Dicas práticas de quem já foi (e voltou)
Depois de conversar com viajantes experientes e guias locais, junto aqui algumas dicas que fazem diferença real:
Compre os ingressos com a maior antecedência possível. O Circuito 2 (o mais popular) esgota semanas antes na alta temporada. Para 2026, as vendas começaram em novembro de 2025 pelo site oficial. Crie sua conta com antecedência e esteja pronto no dia da abertura.
Escolha o primeiro horário de entrada. A partir das 6h as ruínas estão mais vazias e a luz da manhã é perfeita para fotografias. Se o tempo colaborar, você pode ter a sorte de ver o nascer do sol sobre a cidadela — uma experiência que fica marcada para sempre.
Use camadas de roupa. De manhã cedo faz frio, mas conforme o sol sobe, esquenta rápido. Uma jaqueta impermeável compacta é obrigatória — o tempo nos Andes muda sem aviso.
Leve protetor solar e repelente. O sol é forte na altitude, e na temporada de chuvas os mosquitos aparecem com vontade.
Não confie apenas no celular. A bateria acaba rápido com fotos e GPS. Leve um power bank carregado. E imprima seu ingresso — o sinal de internet em Aguas Calientes é instável.
Respeite as regras. Pode parecer óbvio, mas todo ano viralizam vídeos de turistas fazendo coisas proibidas nas ruínas. As multas são pesadas, e o Peru tem leis que preveem até prisão para danos ao patrimônio histórico. Machu Picchu pertence a todos nós. Cuide.
Turismo responsável em Machu Picchu
É impossível falar sobre como chegar em Machu Picchu sem tocar na questão do turismo responsável. Com mais de um milhão de visitantes por ano, a pressão sobre esse Patrimônio Mundial da UNESCO é enorme.
A introdução dos circuitos obrigatórios, os limites de visitantes e as restrições de tempo foram medidas necessárias. Mas a responsabilidade também é de cada viajante.
Se você optar por fazer uma trilha, escolha operadoras que tratam os carregadores com dignidade: pagamento justo, limites de peso respeitados, equipamento adequado e tempo de descanso. Organizações como a Responsible Travel listam operadoras comprometidas com turismo ético na região.
E quando estiver lá em cima, entre as pedras centenárias, com os Andes ao redor e o Rio Urubamba serpenteando lá embaixo, lembre-se: você está pisando em um lugar que foi sagrado para uma civilização inteira. A melhor forma de honrar isso é deixar apenas pegadas e levar apenas memórias.
FAQ — Perguntas frequentes sobre como chegar em Machu Picchu
Preciso de visto para visitar Machu Picchu?
Não. Brasileiros podem entrar no Peru apenas com RG (com menos de 10 anos de emissão) ou passaporte, e permanecer como turista por até 183 dias. Não é necessário visto. Porém, para comprar o ingresso de Machu Picchu no site oficial, você precisará informar o número do seu passaporte ou documento de identidade.
Qual o melhor circuito de Machu Picchu para primeira visita?
O Circuito 2 é o mais recomendado para quem visita pela primeira vez. Ele combina a vista panorâmica clássica da Casa do Guardião com o acesso à área urbana da cidadela, incluindo o Templo do Sol, a Praça Sagrada e o Intihuatana. A duração é de aproximadamente 3 horas.
É possível ir a Machu Picchu por conta própria, sem agência?
Sim, é perfeitamente possível. Você pode comprar os ingressos pelo site oficial, reservar o trem diretamente nos sites da PeruRail ou Inca Rail, e encontrar hospedagem em Aguas Calientes por plataformas como Booking ou Airbnb. A única exceção é a Trilha Inca, que obrigatoriamente precisa ser feita com uma agência de turismo credenciada.
Com quanta antecedência devo comprar os ingressos?
Na alta temporada (junho a agosto), o ideal é comprar com 2 a 3 meses de antecedência, especialmente para o Circuito 2 e para Huayna Picchu, que costumam esgotar rapidamente. Na baixa temporada, comprar com 2 a 4 semanas de antecedência geralmente é suficiente. Para a Trilha Inca, a recomendação é reservar com 6 meses de antecedência.
Posso entrar e sair de Machu Picchu mais de uma vez com o mesmo ingresso?
Não. Desde outubro de 2021, não é permitida a reentrada com o mesmo ingresso. Após sair do sítio arqueológico, você precisará de um novo ingresso para entrar novamente. Planeje sua visita com cuidado, leve tudo o que precisa e aproveite ao máximo o tempo que tiver lá dentro.








