Você já imaginou se perder pelas ruas de uma cidade que respira tango, futebol e história em cada esquina? Pois bem, Buenos Aires é exatamente isso – e muito mais. Quando visitei a capital argentina pela primeira vez, confesso que cinco dias pareceram pouco. Mas, acredite, dá para conhecer o essencial e se apaixonar completamente por essa metrópole vibrante.
Se você está se perguntando o que fazer em Buenos Aires em 5 dias, chegou ao lugar certo. Vou compartilhar um roteiro completo que une os pontos turísticos clássicos com aqueles cantinhos que só quem conhece bem a cidade consegue indicar. Prepare-se para uma viagem inesquecível!
Por que Buenos Aires merece seus 5 dias?
Antes de mergulharmos no roteiro, preciso te contar uma coisa: Buenos Aires não é uma cidade para ser corrida. Ela pede pausas para um mate na praça, conversas com os locais e aquele momento de simplesmente observar a vida acontecer. É a chamada “Paris da América do Sul” – mas com uma personalidade latina muito mais calorosa.
A cidade mistura arquitetura europeia com cultura portenha de um jeito único. Tem bairros boêmios, cemitérios que parecem museus a céu aberto, shows de tango que arrepiam e uma gastronomia que vai muito além do churrasco (embora ele seja espetacular, obviamente).
Dia 1: Mergulhando no Centro Histórico

Comece seu primeiro dia no coração pulsante de Buenos Aires. O centro histórico concentra a essência política e cultural da Argentina, então vale a pena dedicar um dia inteiro por aqui.
Manhã: Plaza de Mayo e arredores
Acorde cedo e vá direto para a Plaza de Mayo. Este não é apenas um lugar bonito – é onde a história argentina aconteceu de verdade. Foi aqui que Evita Perón discursou para as multidões, aqui que as Mães da Plaza de Mayo marcharam exigindo respostas sobre seus filhos desaparecidos durante a ditadura.

Do lado leste da praça, você vai ver a Casa Rosada, aquela mansão cor-de-rosa que é a residência presidencial. O tom rosado, segundo contam, veio da mistura de tinta branca com sangue de boi (que era usado como fixador na época). Hoje em dia aceita-se que foi apenas uma forma de unir simbolicamente os partidos rivais – federales (vermelho) e unitarios (branco). De qualquer forma, rende boas fotos!
Bem pertinho, visite a Catedral Metropolitana, onde está o túmulo de José de San Martín, o libertador da Argentina. A arquitetura neoclássica com aquelas doze colunas frontais impressiona, e o interior guarda tesouros que muita gente passa batido.
Tarde: Avenida de Mayo e Café Tortoni
Depois do almoço (que tal experimentar umas empanadas argentinas?), caminhe pela Avenida de Mayo. Essa avenida foi inaugurada em 1894 e liga a Casa Rosada ao Congresso Nacional – é tipo a Champs-Élysées portenha, mas com muito mais história e personalidade.

No caminho, pare no lendário Café Tortoni. Fundado em 1858, é o café mais antigo da Argentina e já recebeu figuras como Jorge Luis Borges, Carlos Gardel e Albert Einstein. Peça um cappuccino e uns churros – e sinta-se parte da história literária e artística portenha.
Final da tarde: Palacio Barolo
Uma das joias escondidas de Buenos Aires é o Palacio Barolo. Esse prédio incrível foi inspirado na “Divina Comédia” de Dante – cada detalhe arquitetônico representa algum elemento da obra. São 22 andares divididos simbolicamente entre Inferno, Purgatório e Paraíso.

Reserve um tour guiado (custa cerca de 10 dólares) e suba até o farol no topo. A vista do pôr do sol lá de cima é de tirar o fôlego. Ah, e tem um café no último andar, mas precisa fazer reserva com antecedência porque os horários são bem específicos.
Dia 2: San Telmo, La Boca e a Alma do Tango
Se o primeiro dia foi sobre política e história, o segundo é sobre cultura, arte e futebol. Prepare-se para cores vibrantes e muita emoção.
Manhã: O charme boêmio de San Telmo
Comece o dia em San Telmo, o bairro mais antigo e charmoso de Buenos Aires. As ruas de paralelepípedo, os prédios coloniais e aquele clima meio decadente-chique fazem você se sentir num filme.

Se for domingo, você vai pegar a famosa Feira de San Telmo na Plaza Dorrego. Essa feira funciona desde 1970 e é uma verdadeira instituição. Você encontra de tudo: antiguidades, artesanato, discos de vinil, objetos vintage… É aquele tipo de lugar onde você entra “só para dar uma olhada” e sai três horas depois com uma sacola cheia.
Enquanto caminha, repare nas apresentações de tango de rua. São dançarinos profissionais que se apresentam na praça – alguns são tão bons que você esquece que está ali parado no meio da rua, assistindo de graça.
Tarde: As cores vibrantes de La Boca
Pegue um táxi ou Uber até La Boca (evite ir caminhando porque algumas áreas entre os bairros não são muito seguras). La Boca é aquele bairro colorido que você vê em todas as fotos de Buenos Aires – e sim, é ainda mais bonito ao vivo.

O Caminito é a rua mais famosa, com suas casinhas de chapa ondulada pintadas em cores berrantes. A história por trás dessas cores é interessante: eram casas de imigrantes pobres que pintavam com as sobras de tinta dos navios do porto. Hoje é um museu a céu aberto cheio de arte, música e… muitos turistas. Vá de manhã se quiser evitar as multidões.
Para os fãs de futebol, La Bombonera (o estádio do Boca Juniors) é quase uma peregrinação. Mesmo se você não conseguir ingressos para um jogo (que são caríssimos e difíceis de conseguir), vale visitar o Museu da Paixão Boquense. É pura emoção portenha em forma de troféus, camisas e histórias.
Noite: Show de tango autêntico
A noite é perfeita para um show de tango. Há várias casas tradicionais, como o Tango Porteño ou o Café Tortoni (que também tem shows noturnos). Os ingressos variam entre 50 e 150 dólares dependendo se você quer jantar incluído.

Se preferir algo mais autêntico e menos turístico, procure uma milonga – são os salões onde os portenhos realmente dançam tango. É uma experiência completamente diferente: menos show, mais sentimento.
Dia 3: Recoleta e o Lado Sofisticado de Buenos Aires
Hoje você vai conhecer o bairro mais elegante da cidade. Recoleta é onde a alta sociedade portenha mora, passeia e… é enterrada.
Manhã: O cemitério mais famoso da América Latina
Pode parecer estranho começar o dia num cemitério, mas o Cemitério da Recoleta não é um cemitério qualquer. É praticamente um museu de arte e arquitetura a céu aberto, com mausoléus que mais parecem pequenos palácios.

O túmulo mais visitado? Claro, o de Eva Perón, a Evita. Curiosamente, é um dos mais simples – mas sempre tem flores frescas deixadas por admiradores. Outros túmulos notáveis incluem os de presidentes, escritores como Jorge Luis Borges, e até da neta de Napoleão Bonaparte.
Dica importante: pegue o mapa na entrada ou contrate um guia. O cemitério é enorme e é muito fácil se perder entre as mais de 4.800 tumbas. A entrada custa cerca de 10 dólares para estrangeiros (argentinos entram de graça).
Tarde: Museus e cultura
Depois do cemitério, caminhe até o Museu Nacional de Belas Artes. A entrada é gratuita e o acervo é fantástico – tem desde arte pré-colombiana até obras de Rembrandt, Goya e Monet. Dedique pelo menos duas horas aqui.

Se estiver com fome, almoce na área da Plaza Francia. Aos fins de semana, rola uma feira de artesanato super legal aqui, com produtos únicos e preços razoáveis. É ótimo para comprar lembrancinhas diferentes daquelas coisas genéricas de loja de souvenir.
Para completar a tarde cultural, visite o Centro Cultural Recoleta. É um espaço dedicado a exposições de arte contemporânea, performances e eventos culturais – sempre com entrada gratuita. O prédio em si já vale a visita, é de estilo neo-gótico e tem uma história fascinante.
Final de tarde: Livraria El Ateneo Grand Splendid
Não saia de Recoleta sem visitar a El Ateneo Grand Splendid, considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo. Ela funciona num antigo teatro dos anos 1920, e preserva toda a decoração original – inclusive os camarotes, que viraram cantinhos de leitura.

No palco, onde antes tinha orquestra, hoje funciona um café. Compre um livro (tem seção em português!), peça um café e sente-se nos camarotes. É uma experiência única.
Dia 4: Palermo – O Pulmão Verde e Artístico
Palermo é gigante e tem várias “sub-bairros”: Palermo Soho, Palermo Hollywood, Palermo Chico… Cada um com sua personalidade. Hoje você vai explorar o melhor de cada um.
Manhã: Os Bosques de Palermo
Comece o dia nos Bosques de Palermo, o maior parque da cidade. Aqui você encontra o Jardim Japonês (entrada custa uns 13 dólares) com suas carpas koi, pontes vermelhas e casa de chá. É um refúgio zen no meio da metrópole.

Outra opção é o Ecoparque (antigo zoológico, agora reformulado como centro de conservação). A entrada é gratuita e você pode ver animais resgatados em reabilitação. É especialmente legal se você estiver viajando com crianças.
Para os amantes de rosas, o Rosedal dentro do Parque 3 de Febrero tem mais de 14 mil roseiras. Na primavera (setembro-novembro no hemisfério sul), o lugar fica absolutamente deslumbrante.
Tarde: Arte contemporânea no MALBA
O MALBA (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires) é parada obrigatória para quem curte arte moderna. O acervo permanente inclui obras de Frida Kahlo, Diego Rivera, Tarsila do Amaral e outros gigantes da arte latino-americana.

A entrada custa cerca de 6 euros e funciona das 12h às 20h (fecha às terças). Se você for na primeira quarta-feira do mês, a entrada é gratuita – mas prepare-se para filas.
Noite: Palermo Soho e gastronomia
Palermo Soho é o epicentro hipster de Buenos Aires. Ruas arborizadas, arte urbana por todo lado, cafés descolados, brechós, lojas de design… É o bairro perfeito para passar o final da tarde só caminhando sem rumo.

Para jantar, há infinitas opções. Se você quer o melhor churrasco da vida, reserve com semanas de antecedência no Don Julio (sim, é tão concorrido assim). Para uma experiência mais acessível mas ainda assim excelente, tente o La Cabrera ou o Fogón Asado.
Vegetariano? O Chui é um restaurante vegetariano premiado que mostra que a gastronomia argentina vai muito além da carne. A cena vegetariana em Buenos Aires está cada vez melhor!
Dia 5: Fugindo da Cidade – Delta do Tigre ou Colonia del Sacramento
Para o último dia, que tal sair um pouco de Buenos Aires? Você tem duas opções incríveis:
Opção 1: Delta do Tigre
O Delta do Tigre fica a cerca de 30 km do centro de Buenos Aires. É uma região de ilhas fluviais onde muitos portenhos têm casas de fim de semana. Pegue um trem na estação Retiro (uns 2 dólares) até a cidade de Tigre.

Lá, você pode fazer um passeio de barco pelo delta (15-40 dólares dependendo do tipo de passeio), visitar o Parque de la Costa (parque de diversões), ou simplesmente caminhar pelo Porto de Frutos, um mercado artesanal super charmoso.
É o tipo de passeio relaxante, perfeito para recuperar as energias depois de quatro dias intensos pela cidade.
Opção 2: Colonia del Sacramento (Uruguai)
Se você quer carimbar o passaporte com mais um país, pegue o ferry para Colonia del Sacramento, no Uruguai. A travessia dura 1 hora e custa entre 50-80 dólares ida e volta.

Colonia é uma cidadezinha colonial portuguesa tombada pela UNESCO. As ruas de paralelepípedo, as construções históricas e o ritmo lento fazem você sentir que voltou no tempo. Dá para conhecer tudo a pé num dia e ainda voltar para Buenos Aires à noite.
Dicas Práticas para Aproveitar ao Máximo
Como se locomover
Buenos Aires tem um metrô eficiente e barato (25 centavos de dólar por viagem!). Compre o cartão SUBE em qualquer quiosque e carregue créditos. O metrô cobre bem o centro e Palermo, mas para outros bairros você vai precisar de ônibus, táxi ou Uber.
Os táxis são seguros e relativamente baratos. Uber e Cabify também funcionam bem. O trânsito pode ser caótico, então considere isso nos seus horários.
Questão do dinheiro
A economia argentina é… complicada. A situação muda bastante, mas geralmente é vantajoso levar dólares ou euros em espécie e trocar em casas de câmbio oficiais (chamadas de “arbolitos” na rua, evite!). Muitos lugares aceitam cartão, mas sempre bom ter dinheiro vivo.
Ah, e gorjeta: é costume deixar 10% em restaurantes, mas não é obrigatório. Em cafés, arredonde o valor.
Segurança
Buenos Aires é relativamente segura para padrões sul-americanos, mas use o bom senso: não exiba objetos de valor, evite ruas desertas à noite, e cuidado com batedores de carteira em áreas turísticas lotadas. Os bairros que listei neste roteiro são todos seguros durante o dia.
Melhor época para visitar
A primavera (setembro-novembro) e o outono (março-maio) são ideais – clima agradável e menos turistas. O verão (dezembro-fevereiro) pode ser bem quente e muitos portenhos saem de férias. O inverno (junho-agosto) é frio, mas tem menos multidões e preços mais baixos.
Onde se hospedar em Buenos Aires
A localização da sua hospedagem faz toda a diferença quando você está planejando o que fazer em Buenos Aires em 5 dias. Vou te dar algumas sugestões por bairro:
- Palermo Soho/Hollywood: Melhor custo-benefício, muitos restaurantes e vida noturna. Ideal para quem quer ficar numa área badalada e jovem.
- Recoleta: Mais sofisticado e tranquilo. Ótimo se você prefere elegância e não se importa de pagar um pouco mais.
- San Telmo: Charmoso e boêmio, mas pode ser barulhento à noite. Perfeito se você quer estar no centro da vida cultural.
- Centro/Microcentro: Prático para quem vai ficar pouco tempo e quer estar perto de tudo. Menos charmoso, mais funcional.
Dica pessoal: fique em Palermo. É o equilíbrio perfeito entre localização, segurança, variedade de restaurantes e custo. Sites como Booking e Airbnb têm ótimas opções.
Gastronomia Portenha: Além do Asado
Sim, o churrasco argentino é espetacular. Mas seria injusto resumir a gastronomia portenha apenas a isso. Aqui vão algumas experiências que você não pode perder:
- Empanadas: Experimentadas em qualquer esquina, mas as melhores estão em lugares como El Sanjuanino ou El Fortín.
- Pizza: A imigração italiana deixou um legado delicioso. Vá à Pizzería Güerrin ou Las Cuartetas.
- Alfajores: Biscoito recheado com doce de leite. Os da Havanna são clássicos, mas existem versões artesanais incríveis.
- Milanesa: Bife empanado gigante. Experimente no El Preferido de Palermo.
- Choripán: Linguiça argentina no pão. Comida de rua perfeita.
- Helado: Os gelatos argentinos rivalizam com os italianos. Procure heladerías artesanais como Volta ou Rapanui.
E claro, não deixe de provar os vinhos argentinos – especialmente Malbec. Uma garrafa boa custa entre 10-20 dólares no supermercado, preço que seria impensável em outros países.
Respondendo Suas Dúvidas sobre Buenos Aires
É possível conhecer Buenos Aires em 5 dias?
Sim, cinco dias é tempo suficiente para conhecer os principais pontos turísticos e sentir o clima da cidade. Você não vai esgotar tudo (isso levaria semanas), mas vai ter uma experiência completa e satisfatória. Seguindo o roteiro que sugeri, você consegue equilibrar os clássicos imperdíveis com algumas experiências mais autênticas.
Quanto dinheiro preciso para 5 dias em Buenos Aires?
Depende muito do seu estilo de viagem, mas vou dar uma média realista:
- Econômico: 50-70 dólares/dia (hostel, comida de rua, transporte público, poucas atrações pagas)
- Médio: 100-150 dólares/dia (hotel 3 estrelas, restaurantes variados, algumas atrações, táxis ocasionais)
- Confortável: 200+ dólares/dia (hotel bom, melhores restaurantes, shows de tango, passeios guiados)
Para 5 dias, eu recomendaria ter entre 600-1000 dólares (além da hospedagem já paga). Buenos Aires ainda é mais barato que capitais europeias, mas não é tão barato quanto era há alguns anos.
Preciso falar espanhol para viajar em Buenos Aires?
Ajuda muito, mas não é essencial. Nas áreas turísticas, você encontra gente que fala inglês (e às vezes até português). O famoso “portunhol” funciona razoavelmente bem também – muitas palavras são parecidas.
Dito isso, aprender algumas frases básicas em espanhol faz toda a diferença. Os portenhos adoram quando você tenta falar em espanhol, mesmo que seja de forma precária. E aplicativos como Google Tradutor com modo offline salvam em qualquer aperto.
Buenos Aires é segura para turistas?
Sim, Buenos Aires é relativamente segura, especialmente nos bairros turísticos. Óbvio que você precisa tomar os cuidados básicos de qualquer grande cidade: não ostentar objetos de valor, evitar ruas desertas à noite, ficar atento em aglomerações.
Os bairros que mencionei neste roteiro (Recoleta, Palermo, San Telmo durante o dia, La Boca na área turística) são tranquilos. À noite, prefira táxi ou Uber em vez de caminhar longas distâncias. E confie no seu instinto – se um lugar parecer esquisito, é melhor ir embora.
Vale a pena fazer passeios guiados ou posso explorar por conta própria?
Depende do seu perfil! Buenos Aires é super explorável por conta própria – as atrações são bem sinalizadas, o transporte funciona, e tem muita informação disponível online.
Porém, alguns passeios ficam muito melhores com guia: o Cemitério da Recoleta (tem histórias fascinantes por trás de cada túmulo), o Palacio Barolo (o simbolismo da arquitetura é complexo), e tours pelos bairros históricos. Existem free walking tours que funcionam por gorjeta – uma ótima forma de conhecer a cidade sem gastar muito.
Para shows de tango, passeios ao Delta do Tigre e outras atrações específicas, contratar com antecedência pode garantir melhores preços e evitar perrengues. Sites como GetYourGuide e Viator têm muitas opções com avaliações de outros viajantes.
Buenos Aires Te Espera!
Bom, agora você já sabe exatamente o que fazer em Buenos Aires em 5 dias. Desde os monumentos históricos da Plaza de Mayo até as cores vibrantes de La Boca, passando pela elegância de Recoleta e o charme descolado de Palermo – cada dia traz uma faceta diferente dessa cidade incrível.
O mais legal de Buenos Aires é que ela tem personalidade própria. Não é uma cidade que tenta impressionar turistas – ela simplesmente é autêntica, com seus defeitos e virtudes. Os portenhos são apaixonados por sua cidade (e vão te contar isso tomando um mate na praça), o tango pulsa nas veias da cultura local, e a mistura de influências europeias com a alma latina cria algo único.
Minha dica final? Reserve um tempo para simplesmente sentar num café e observar. Veja como as pessoas interagem, ouça as conversas acaloradas sobre futebol e política, sinta o ritmo da cidade. Buenos Aires não é só sobre ver pontos turísticos – é sobre absorver uma forma de viver.
E quando você voltar (porque todo mundo volta a Buenos Aires), já vai saber onde ficam os melhores alfajores, qual é a melhor hora para visitar o cemitério de Recoleta sem multidões, e talvez até consiga pedir um choripán em espanhol sem parecer completamente perdido.
Buen viaje e aproveite cada segundo nessa cidade maravilhosa! 🇦🇷








