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O que Fazer na Tailândia: Guia com os Melhores Destinos, Experiências e Dicas Práticas

Descubra o que fazer na Tailândia neste guia completo e atualizado. De Bangkok a Chiang Mai, das praias de Krabi aos templos de Chiang Rai, reunimos destinos imperdíveis, experiências únicas, dicas de hospedagem e gastronomia.
O que Fazer na Tailândia

Tem gente que vai à Tailândia uma vez e nunca mais consegue tirar o país da cabeça. Eu entendo perfeitamente. Poucos lugares no mundo entregam, ao mesmo tempo, templos dourados que tiram o fôlego, praias com aquele azul que parece editado, comida de rua que vicia desde a primeira garfada e um povo que recebe qualquer viajante com um sorriso genuíno. Se você está se perguntando o que fazer na Tailândia, a resposta curta é: quase tudo. A resposta longa é o que vem a seguir.

Neste guia, reuni anos de pesquisa, relatos de viajantes experientes e informações atualizadas para montar um panorama completo do que esse país extraordinário oferece. Não importa se você curte aventura, relaxamento, cultura, vida noturna ou gastronomia — a Tailândia tem um pedaço reservado para cada tipo de viajante. Vamos nessa?

Por que a Tailândia é um dos destinos mais procurados do mundo?

A Tailândia recebe mais de 30 milhões de turistas por ano, e não é à toa. O país combina uma infraestrutura turística madura com preços acessíveis, paisagens de cair o queixo e uma cultura milenar que está viva em cada esquina. Conhecido como a Terra dos Sorrisos, o reino tailandês consegue agradar desde o mochileiro que viaja com pouco até o casal em lua de mel que busca resorts cinco estrelas.

Outro ponto que pesa muito na decisão é a segurança. A Tailândia é considerada um dos países mais seguros do Sudeste Asiático para turistas, e a facilidade de deslocamento interno — seja de avião, trem, ônibus ou barco — torna a experiência ainda mais tranquila para quem está planejando a primeira viagem ao continente asiático.

Quando ir à Tailândia?

Antes de decidir o que fazer na Tailândia, vale entender quando ir. O clima tropical do país se divide em três estações: a estação quente (março a maio), a estação das monções (junho a outubro) e a estação seca e fresca (novembro a fevereiro). A maioria dos viajantes prefere a estação seca, quando as temperaturas são mais amenas e a chance de chuva cai bastante — especialmente entre novembro e fevereiro.

Dito isso, outubro tem um charme especial para quem gosta de paisagens verdes e exuberantes — é o finalzinho das chuvas e os campos de arroz ficam num verde vibrante que rende fotos inesquecíveis. Além disso, os preços de hospedagem caem consideravelmente fora da alta temporada.

Moeda: Baht Tailandês (THB). Em fevereiro de 2026, 1 real equivale a aproximadamente 6 bahts.
Visto: Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 60 dias. Confira as informações atualizadas no portal oficial de e-Visa da Tailândia.
Seguro viagem: Altamente recomendável. Plataformas como a SafetyWing oferecem coberturas voltadas para nômades e viajantes de longa duração.

Bangkok: muito mais do que uma cidade de passagem

O que Fazer na Tailândia:
O que Fazer na Tailândia: Bangkok

A maioria dos voos internacionais pousa em Bangkok, e muita gente comete o erro de tratá-la apenas como escala. Não faça isso. A capital tailandesa é um universo à parte — uma metrópole frenética onde arranha-céus de vidro convivem com templos centenários, onde mercados de rua com comida fumegante ficam a poucos quarteirões de restaurantes estrelados pelo Michelin.

Se você quer saber o que fazer na Tailândia e está começando por Bangkok, separe pelo menos três dias inteiros para a cidade. O Grande Palácio Real e o Wat Phra Kaew — que abriga o sagrado Buda de Esmeralda — são paradas obrigatórias. O ingresso custa 500 bahts para estrangeiros, e existe um código de vestimenta rigoroso: cubra os joelhos e os ombros, ou terá que alugar roupas na entrada.

Logo ali perto, o Wat Pho impressiona com seu Buda Reclinado de 46 metros de comprimento, todo coberto em folha de ouro. Do outro lado do rio Chao Phraya, o Wat Arun — o Templo do Amanhecer — oferece uma das vistas mais icônicas da cidade, especialmente ao entardecer. Reserve 200 bahts para cada um desses templos.

O que Fazer na Tailândia:
O que Fazer na Tailândia: Wat Pho

Para além dos templos, Bangkok surpreende com o Mahanakhon Skywalk, um mirante com chão de vidro a 314 metros de altura, e com a vibrante Chinatown, onde a comida de rua atinge outro patamar. O bairro de Thong Lor é perfeito para quem quer experimentar a Bangkok moderna — cafés instagramáveis, galerias de arte e rooftop bars com vista para a cidade iluminada.

Onde comer em Bangkok

O que Fazer na Tailândia
O que Fazer na Tailândia: Thipsamai

Comer em Bangkok é uma aventura por si só. O Thipsamai, famoso pelo seu pad thai envolto em omelete, costuma ter fila na porta — e vale cada minuto de espera. O Kru Apsorn serve pratos que já foram destaque entre os favoritos da realeza tailandesa. E se você quiser uma experiência gastronômica inesquecível, o Le Normandie, no histórico Mandarin Oriental, é uma referência de cozinha francesa sofisticada em solo tailandês.

Para o café da manhã, o Breakfast Story em Phrom Phong é uma pedida certeira. E o After You é quase uma religião local quando o assunto é sobremesa — o honey toast de lá conquista qualquer um.

Onde ficar em Bangkok

A dica mais importante é escolher uma hospedagem perto de uma estação do BTS (Skytrain) ou do MRT (metrô). Isso facilita enormemente a locomoção. A região de Siam é central e prática; o Sukhumvit tem opções para todos os bolsos.

O que Fazer na Tailândia
O que Fazer na Tailândia: Sukhumvit

Para quem busca luxo, o Capella Bangkok, o Mandarin Oriental e o The Siam são referências absolutas. Numa faixa intermediária, o Okura Prestige entrega uma experiência impecável sem o preço das grandes grifes hoteleiras.

Bares imperdíveis em Bangkok

O que Fazer na Tailândia
O que Fazer na Tailândia: Bamboo Bar

A vida noturna de Bangkok é lendária. O Bamboo Bar, no Mandarin Oriental, é um clássico absoluto para quem gosta de jazz. O Havana Social funciona como um speakeasy cubano escondido atrás de uma porta discreta. E o Lebua Sky Bar — aquele do filme Se Beber, Não Case 2 — continua sendo um dos rooftop bars mais espetaculares do mundo para tomar um coquetel com vista.

Chiang Mai: a capital cultural do norte

Se Bangkok é energia pura, Chiang Mai é a alma tranquila da Tailândia. Essa cidade no norte do país é o coração gastronômico e cultural da região, e atrai de tudo: nômades digitais, aposentados em busca de qualidade de vida, mochileiros e famílias.

O que Fazer na Tailândia:
O que Fazer na Tailândia: Chiang Mai

O centro histórico de Chiang Mai é uma área quadrada cercada por muralhas originais e um fosso, onde templos como o Wat Chedi Luang — que data de 1441 — dividem espaço com cafés descolados e galerias de arte. Subir os 306 degraus do Wat Phra That Doi Suthep, no topo da montanha que domina a paisagem da cidade, é praticamente um rito de passagem para quem visita.

O Night Bazaar de Chiang Mai se espalha por mais de um quilômetro e é o lugar ideal para provar o khao soi — a sopa curry com macarrão crocante que é a cara do norte tailandês. Uma aula de culinária numa escola local é quase obrigatória; além de aprender receitas autênticas, você volta para casa com um repertório novo na cozinha.

Outro programa que merece destaque em Chiang Mai é a visita a um santuário ético de elefantes. Diferente dos antigos parques que exploravam os animais, esses santuários permitem que você observe e interaja com elefantes resgatados de forma respeitosa e responsável. É uma das experiências mais emocionantes que o país oferece.

Onde ficar em Chiang Mai

A região de Nimman é a mais descolada, com cafés hipster, restaurantes modernos e uma energia jovem. O bairro antigo (Old City) é mais tradicional e cheio de templos. Ambos têm ótimas opções de hospedagem. Para uma experiência boutique, o Chern Chiangmai Boutique Hotel tem aquele toque familiar que faz diferença. Quem busca algo mais sofisticado vai curtir o Amanor Hotel, que tem um dos melhores rooftop bars da cidade.

Chiang Rai: templos surreais e plantações de chá

Muita gente ignora Chiang Rai, e é um erro. Essa cidade menor, mais ao norte, é uma das joias mais autênticas quando se fala em o que fazer na Tailândia fora do circuito convencional. Não tem os resorts luxuosos de Phuket nem a badalação de Bangkok, mas entrega algo raro: uma experiência genuinamente tailandesa em meio a paisagens que parecem pintura.

O que Fazer na Tailândia:
O que Fazer na Tailândia: Chiang Rai

O Wat Rong Khun — o famosíssimo Templo Branco — é, na verdade, um projeto artístico contemporâneo criado pelo artista local Chalermchai Kositpipat. Inaugurado em 1997 e ainda em construção, o templo mistura elementos budistas com referências da cultura pop de um jeito que surpreende qualquer visitante. A entrada custa apenas 50 bahts.

Do outro lado da moeda cromática está o Wat Rong Suea Ten — o Templo Azul —, um espetáculo visual com tons de azul intenso, dourado e detalhes que hipnotizam. Há ainda o Baan Dam, conhecido como a “Casa Preta”, uma obra de arte sombria e provocadora do artista Thawan Duchanee, que funciona como um contraponto ao Templo Branco.

Fora dos templos, as plantações de chá da região são um programa imperdível. A Chou Fong Tea Plantation e a 101 Tea Plantation oferecem degustações com vistas deslumbrantes para as colinas verdes do norte tailandês. É o tipo de cenário que faz você querer ficar sentado horas, só apreciando.

Onde ficar em Chiang Rai

O Le Meridien Chiang Rai Resort é a opção mais completa da região, com piscina, spa e localização privilegiada à beira do rio. Para algo mais intimista, o Mora Boutique Hotel tem um custo-benefício excelente.

Krabi: o litoral mais dramático da Tailândia

O que Fazer na Tailândia:
O que Fazer na Tailândia: Krabi

Se você só tem tempo para um destino litorâneo, a minha sugestão é Krabi. Não é uma ilha, mas entrega tudo que as ilhas tailandesas prometem — e mais. Os karsts de calcário que se erguem das águas esmeralda criam um cenário tão surreal que parece computação gráfica. É, de longe, uma das paisagens costeiras mais impressionantes que já vi.

A Phra Nang Beach, acessível apenas por barco, está consistentemente nas listas das praias mais bonitas do mundo. Railay Beach é outro clássico, com falésias que atraem escaladores do mundo inteiro e um viewpoint que recompensa a subida com um panorama de tirar o fôlego.

Phra Nang Beach
Phra Nang Beach

Para quem gosta de trilha, o Khao Ngon Nak (Dragon Crest) é uma caminhada desafiadora que culmina num ponto de observação com vista para toda a costa de Krabi. Subir no fim da tarde, quando a luz fica dourada, é uma daquelas experiências que ficam gravadas.

O Wat Tham Sua — o Templo da Caverna do Tigre — exige disposição: são 1.237 degraus íngremes até o topo, onde um Buda dourado e uma vista panorâmica esperam por você. Não é passeio para quem está com preguiça, mas a recompensa é absolutamente proporcional ao esforço.

Onde ficar em Krabi

Krabi tem opções de hospedagem para todos os perfis. O Rayavadee, aninhado entre penhascos e coqueiros em Railay, é um dos resorts mais espetaculares do país. O Phulay Bay, A Ritz-Carlton Reserve eleva o conceito de luxo a outro patamar. Para uma opção mais acessível com café da manhã no meio da selva, o Jungle Kitchen é referência entre viajantes.

Ayutthaya: onde a história ganha vida

Entender o que fazer na Tailândia sem mencionar Ayutthaya seria uma falha grave. A antiga capital do Reino de Siam, fundada no século XIV, hoje é um parque histórico tombado pela UNESCO que funciona como uma das melhores opções de bate-volta a partir de Bangkok — fica a cerca de 80 km ao norte da capital.

O que Fazer na Tailândia:
O que Fazer na Tailândia: Ayutthaya

As ruínas de Ayutthaya são de um magnetismo difícil de explicar. Prangs desmoronando, estátuas de Buda sem cabeça, raízes de árvores centenárias engolindo estruturas de pedra — tudo carrega um peso histórico impressionante. O Wat Mahathat, com a célebre cabeça de Buda envolvida por raízes de figueira, é possivelmente a imagem mais fotografada de toda a Tailândia.

O Wat Chaiwattanaram, inspirado no estilo Khmer do Angkor Wat, é especialmente bonito no final da tarde. O Wat Yai Chai Mongkon e o Wat Ratchaburana completam o circuito principal. A dica é chegar cedo, antes da abertura oficial, para fotografar sem a multidão que se forma a partir das 9h.

Onde ficar em Ayutthaya

Se decidir pernoitar (e vale a pena para ver o pôr do sol sobre as ruínas), o Sala Ayutthaya é a melhor opção — design minimalista, às margens do rio, com vista direta para os templos iluminados à noite.

Ilhas tailandesas: qual escolher?

A Tailândia possui centenas de ilhas, e escolher entre elas é uma das decisões mais difíceis da viagem. Cada uma tem sua personalidade, e a melhor para você depende do que está buscando.

Koh Samui

Koh Samui
Koh Samui

Koh Samui é a escolha certa para quem quer praia bonita com infraestrutura de qualidade. A ilha tem resorts de alto padrão, spas premiados, restaurantes sofisticados e uma cena noturna animada sem ser caótica. A Chaweng Beach é a mais famosa, enquanto a Lamai Beach oferece um clima mais tranquilo. O templo Wat Plai Laem, com sua gigantesca estátua de Guanyin sobre a água, merece uma visita.

Koh Tao

Koh Tao
Koh Tao

Se mergulho está nos seus planos, Koh Tao é o lugar. A ilha é um dos destinos mais baratos do mundo para tirar certificação de mergulho, e as águas cristalinas abrigam uma vida marinha riquíssima — inclusive tubarões-baleia em certas épocas do ano. Fora d’água, as trilhas até mirantes como o John-Suwan Viewpoint são recompensadoras.

Koh Phi Phi

Koh Phi Phi
Koh Phi Phi

Koh Phi Phi dispensa apresentações — ficou mundialmente famosa depois do filme A Praia, com Leonardo DiCaprio. A Maya Bay, após anos fechada para recuperação ambiental, reabriu com acesso controlado e limite diário de visitantes. O visual continua espetacular, mas é preciso reservar com antecedência.

Koh Lipe

Koh Lipe
Koh Lipe

Para quem busca algo mais rústico e preservado, Koh Lipe é a resposta. Localizada no extremo sul, perto da fronteira com a Malásia, essa pequena ilha oferece praias de areia branca com águas rasas e transparentes que lembram as Maldivas — a uma fração do preço.

Phuket

Phuket
Phuket

Phuket é a maior ilha do país e a mais turística. Tem de tudo: vida noturna intensa em Patong Beach, templos como o Big Buddha no alto da colina, passeios de barco pelas ilhas da Baía de Phang Nga e alguns dos melhores beach clubs da Ásia. Se você prefere praias mais tranquilas, fuja de Patong e vá para Kata Noi ou Nai Harn.

Experiências gastronômicas únicas

Falar sobre o que fazer na Tailândia sem dedicar um espaço generoso à comida seria quase um crime. A gastronomia tailandesa é reconhecida pela UNESCO e vai muito além do pad thai e do curry verde — embora ambos sejam sensacionais.

Os mercados noturnos são o coração da experiência gastronômica local. Em Bangkok, o Jodd Fairs e o Rot Fai Market oferecem de tudo — do espetinho de escorpião (para os corajosos) ao mango sticky rice que derrete na boca. Em Chiang Mai, o Sunday Walking Street Market transforma toda a rua principal do centro histórico num festival de sabores.

Jodd Fairs
Jodd Fairs

Uma aula de culinária tailandesa é, sem exagero, uma das melhores experiências que você pode ter no país. A maioria das escolas inclui uma visita a um mercado local para comprar os ingredientes, seguida de aulas práticas onde você prepara de três a cinco pratos. É divertido, educativo e delicioso.

Para quem gosta de comida de rua com roteiro guiado, tours gastronômicos pelos becos de Bangkok revelam tesouros que você jamais encontraria sozinho — barracas escondidas em vielas, restaurantes familiares com décadas de tradição e sabores que nenhum restaurante turistão consegue replicar.

Aventura e atividades ao ar livre

A Tailândia é um playground natural para quem gosta de adrenalina e atividades ao ar livre. A diversidade geográfica do país — montanhas no norte, selva tropical no centro, ilhas e costa no sul — garante opções para todos os gostos e níveis de preparo físico.

O trekking pelas montanhas do norte, especialmente nos arredores de Chiang Mai e Chiang Rai, é uma experiência imersiva que permite conhecer aldeias de tribos locais, dormir em casas de bambu e caminhar por selvas densas com cachoeiras escondidas. A Sticky Waterfall perto de Chiang Mai é um fenômeno curioso — a água calcária permite que você literalmente suba pela cascata sem escorregar.

No sul, a escalada em Railay atrai praticantes do mundo inteiro. As falésias de calcário que caem diretamente no mar oferecem vias para todos os níveis, dos iniciantes aos mais experientes. Koh Tao, como já mencionei, é referência em mergulho. E para quem curte snorkeling, as Ilhas Similan — abertas apenas de outubro a maio — possuem uma das melhores visibilidades submarinas do país.

O Parque Nacional Khao Sok, no sul, abriga uma das florestas tropicais mais antigas do mundo. Dá para dormir em casas flutuantes no lago Cheow Lan, fazer trilhas na selva e, com sorte, avistar elefantes selvagens, gibões e até o raro cervo sambar.

Templos budistas que você precisa conhecer

Mais de 90% da população tailandesa pratica o budismo, e isso se reflete nos mais de 40 mil templos espalhados pelo país. Visitar esses wats (como são chamados os templos em tailandês) é parte essencial de entender o que fazer na Tailândia do ponto de vista cultural.

Além dos já mencionados em Bangkok, Chiang Rai e Ayutthaya, alguns templos merecem destaque especial. O Wat Saphran, em Nakhon Pathom (nos arredores de Bangkok), é um templo cilíndrico com um dragão vermelho enrolado em sua torre — uma visão completamente única que parece saída de um filme de fantasia.

Wat Saphran
Wat Saphran

O Wat Huay Pla Kung, em Chiang Rai, impressiona com uma estátua branca de Guanyin de 69 metros de altura. O Wat Benchamabophit em Bangkok, conhecido como o Templo de Mármore, é feito inteiramente de mármore italiano de Carrara e costuma ser menos lotado que os vizinhos mais famosos.

Respeitar a etiqueta nos templos é fundamental: tire os sapatos antes de entrar, não aponte os pés para as imagens de Buda, vista roupas que cubram joelhos e ombros, e evite tocar nas estátuas.

Sukhothai: a primeira capital que pouca gente visita

Sukhothai
Sukhothai

Sukhothai foi a primeira capital do Reino de Siam, fundada no século XIII, e suas ruínas são tão impressionantes quanto as de Ayutthaya — porém com uma fração dos turistas. O Parque Histórico de Sukhothai, também Patrimônio Mundial da UNESCO, é melhor explorado de bicicleta, pedalando entre estátuas de Buda, prangs e lagos de lótus num ritmo calmo e contemplativo.

Se você tem tempo no roteiro e quer fugir das multidões, Sukhothai é uma das melhores respostas para o que fazer na Tailândia que esteja fora do radar convencional.

Bem-estar, spas e retiros

A Tailândia é sinônimo de bem-estar. As massagens tailandesas tradicionais — reconhecidas como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO — estão disponíveis em praticamente qualquer esquina, a preços que no Brasil seriam impensáveis. Uma sessão de uma hora custa entre 200 e 400 bahts (cerca de R$ 35 a R$ 70) em estúdios de rua.

Para uma experiência mais imersiva, retiros de yoga e meditação são populares em Chiang Mai e nas ilhas do sul. Koh Samui e Koh Phangan possuem resorts dedicados ao bem-estar, com programas de desintoxicação, meditação vipassana e práticas holísticas que atraem gente do mundo inteiro.

Se você gosta de turismo sustentável, eco-resorts como os encontrados em Krabi combinam luxo discreto com práticas ambientalmente responsáveis — uma tendência crescente no país.

Vida noturna e mercados noturnos

A noite tailandesa é tão diversa quanto o próprio país. Em Bangkok, os rooftop bars são experiências imperdíveis — o Lebua Sky Bar, o Octave Rooftop Lounge e o Vertigo oferecem vistas que competem com as melhores do mundo. Para algo mais underground, speakeasies como o Find the Locker Room e o Havana Social têm aquele charme de descoberta.

Fora de Bangkok, a Full Moon Party em Koh Phangan continua sendo um fenômeno global — uma festa na praia que reúne milhares de pessoas sob a lua cheia, com música eletrônica e baldes de coquetéis. Não é para todo mundo, mas é uma experiência cultural por si só.

Os mercados noturnos são talvez a faceta mais charmosa da noite tailandesa. Mais do que compras, são experiências sensoriais completas: luzes, aromas, música ao vivo, artesanato local e comida — sempre muita comida. O Chiang Rai Night Bazaar, o Krabi Night Market e o Chatuchak Weekend Market em Bangkok (que funciona aos finais de semana) são referências absolutas.

Dicas práticas para sua viagem

Depois de tantas sugestões sobre o que fazer na Tailândia, vale reunir algumas dicas práticas que fazem diferença no dia a dia da viagem.

Transporte interno: Voos domésticos são baratos (companhias como AirAsia, Nok Air e Thai Lion Air operam rotas por todo o país). Para trajetos terrestres, a plataforma 12Go Asia é perfeita para comparar e reservar trens, ônibus e balsas.

Chip de internet: Comprar um chip local no aeroporto é fácil e barato — as operadoras AIS e TrueMove oferecem pacotes turísticos com dados ilimitados por valores a partir de 300 bahts. Uma alternativa moderna é o eSIM pela Airalo, que funciona sem precisar trocar de chip.

Gorjetas: Não são obrigatórias, mas são bem-vindas. Em restaurantes, deixar de 20 a 50 bahts já é considerado generoso. Para guias e motoristas, 100 a 200 bahts é o usual.

Respeito à monarquia: A Tailândia tem leis rigorosas de lesa-majestade. Nunca faça comentários desrespeitosos sobre a família real, não pise em notas de dinheiro (que trazem a imagem do rei) e levante-se quando o hino real tocar antes de sessões de cinema.

Pechincha com educação: Em mercados e com tuk-tuks, pechinchar é esperado e até apreciado. Comece oferecendo cerca de 60% do valor pedido e negocie com bom humor. Em lojas com preço fixo e restaurantes, os preços não são negociáveis.

Quanto custa viajar para a Tailândia?

Um dos maiores atrativos do país é o custo-benefício. Para um viajante econômico, é possível se virar com cerca de 1.000 a 1.500 bahts por dia (R$ 170 a R$ 250), incluindo hospedagem em hostel, comida de rua, transporte local e entradas em atrações. Viajantes de categoria intermediária gastam entre 2.500 e 4.000 bahts diários (R$ 420 a R$ 670), com hotéis confortáveis, restaurantes com ar-condicionado e passeios guiados. E quem busca luxo pode gastar facilmente acima de 8.000 bahts por dia — mas com uma qualidade que custaria o triplo em destinos europeus.

Roteiro sugerido: 2 semanas na Tailândia

Para quem tem cerca de 14 dias, um roteiro equilibrado que combina cultura, praia e aventura poderia ser:

Dias 1 a 3 — Bangkok: Templos principais (Grande Palácio, Wat Pho, Wat Arun), Chinatown, mercados noturnos, rooftop bar.
Dia 4 — Ayutthaya: Bate-volta de trem desde Bangkok, explorar as ruínas históricas.
Dias 5 a 7 — Chiang Mai: Doi Suthep, Night Bazaar, aula de culinária, santuário de elefantes.
Dia 8 — Chiang Rai: Templo Branco, Templo Azul, Baan Dam, plantações de chá.
Dias 9 a 11 — Krabi: Railay Beach, Phra Nang Beach, trilha do Dragon Crest, Templo do Tigre.
Dias 12 a 14 — Ilhas: Koh Phi Phi, Koh Lanta ou praias de Phuket, dependendo do seu perfil.

Esse roteiro é flexível e pode ser adaptado. Quem prefere mais praia pode trocar Chiang Rai por mais dias nas ilhas. Quem é mais cultural pode incluir Sukhothai no trecho norte.

Perguntas frequentes sobre o que fazer na Tailândia

Quantos dias são ideais para conhecer a Tailândia?

O mínimo recomendável é 10 dias, mas com 14 a 21 dias você consegue explorar o país com mais calma, combinando norte e sul sem correria. Com menos de uma semana, é melhor focar numa região específica — Bangkok e arredores ou apenas o sul litorâneo, por exemplo.

A Tailândia é segura para mulheres viajando sozinhas?

Sim. A Tailândia é considerada um dos destinos mais seguros da Ásia para viajantes solo, incluindo mulheres. Como em qualquer lugar do mundo, valem as precauções básicas: evitar ruas desertas à noite, não aceitar bebidas de desconhecidos e manter uma cópia digital dos seus documentos. Mas, no geral, a hospitalidade tailandesa é genuína e o país tem uma infraestrutura turística muito bem preparada.

Preciso de visto para ir à Tailândia?

Brasileiros estão isentos de visto para estadias de até 60 dias. Basta ter o passaporte com validade mínima de 6 meses e passagem de retorno ou continuação da viagem. Para estadias mais longas, é possível solicitar extensão no escritório de imigração local.

Qual a melhor época para visitar as praias tailandesas?

Para a costa oeste (Phuket, Krabi, Koh Phi Phi, Koh Lanta), a melhor época é de novembro a abril. Para a costa leste (Koh Samui, Koh Tao, Koh Phangan), o período ideal vai de janeiro a setembro. Isso porque as monções atingem os dois lados em épocas diferentes, o que significa que quase sempre há uma costa com bom tempo.

Vale a pena fazer um tour de comida de rua em Bangkok?

Com certeza. Os tours gastronômicos guiados por locais revelam pratos e estabelecimentos que você dificilmente encontraria por conta própria. Além de experimentar sabores autênticos, você aprende sobre a história e cultura por trás de cada receita. Os melhores tours percorrem os becos da Chinatown e bairros como Banglamphu e Ari, longe dos circuitos turísticos óbvios.

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