Tem uma semana de férias e está pensando em conhecer o Peru? Então puxa uma cadeira, porque esse guia foi feito sob medida pra você. Saber o que fazer no Peru em 7 dias pode parecer um desafio — afinal, estamos falando de um país enorme, com paisagens que vão de desertos costeiros a picos andinos acima dos 5 mil metros, passando por cidades coloniais, ruínas incas e uma das gastronomias mais premiadas do planeta.
Mas a boa notícia é que, com um planejamento inteligente, dá pra encaixar os grandes destaques numa única semana sem precisar correr feito louco. O segredo está em montar um roteiro que respeite a lógica geográfica, dê tempo pro seu corpo se adaptar à altitude e ainda deixe espaço pra você curtir cada lugar com calma.
Ao longo das próximas linhas, vou te levar dia a dia por um itinerário que cobre Lima, Cusco, o Vale Sagrado dos Incas e, claro, a lendária Machu Picchu. Tudo com sugestões de hospedagem, restaurantes que valem cada centavo e dicas práticas que só quem já pisou nessas terras consegue compartilhar.
Por que escolher o Peru para uma viagem de 7 dias?
Talvez você esteja na dúvida entre o Peru e outros destinos da América do Sul. Justo. Mas existe algo no Peru que é difícil de explicar até você estar lá: a mistura entre história viva, natureza grandiosa e uma cultura que pulsa em cada esquina. O país foi eleito diversas vezes o melhor destino culinário do mundo pelo World Travel Awards, tem nada menos que 13 sítios declarados Patrimônio Mundial pela UNESCO e abriga uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
E o melhor: ao contrário do que muita gente imagina, o que fazer no Peru em 7 dias não se resume a Machu Picchu. O roteiro que proponho aqui vai te mostrar que Lima é muito mais do que um ponto de conexão, que Cusco tem alma e personalidade de sobra e que o Vale Sagrado guarda vilarejos, ruínas e paisagens capazes de mudar a maneira como você enxerga o mundo.
Antes de embarcar: dicas essenciais para sua viagem ao Peru
Altitude: o fator que ninguém pode ignorar
Se tem um conselho que eu repito até cansar é este: respeite a altitude. Cusco está a 3.400 metros acima do nível do mar — quase o triplo da altitude de São Paulo. Isso significa que o ar é mais rarefeito, e o seu corpo precisa de tempo para se ajustar. Os sintomas mais comuns incluem dor de cabeça, falta de ar e cansaço.
A estratégia mais eficaz é subir gradualmente. Por isso, no roteiro deste guia, você começa por Lima (nível do mar) e segue para regiões mais altas aos poucos. Beba muita água, tome chá de coca — que os locais oferecem em todo canto — e evite esforço físico intenso nas primeiras horas em Cusco. Segundo o portal oficial de turismo do Peru, a maioria dos viajantes se adapta bem em 24 a 48 horas.
Melhor época para visitar
A temporada seca vai de maio a setembro, sendo considerada a melhor janela para visitar a região andina. Os céus ficam mais abertos, a chuva é rara e as temperaturas durante o dia são agradáveis. Julho e agosto são alta temporada, o que significa mais turistas e preços um pouco mais salgados. Se puder, opte por maio, junho ou setembro — o equilíbrio perfeito entre clima bom e menos aglomeração.
Ingressos para Machu Picchu: reserve com antecedência
Essa é uma daquelas dicas que pode salvar a sua viagem. Os ingressos para Machu Picchu são limitados por dia e esgotam com semanas de antecedência, especialmente na alta temporada. O ideal é garantir o seu pelo site oficial do Ministério de Cultura do Peru com pelo menos 30 dias de antecedência. Lá você escolhe o circuito e o horário de entrada.
Voos internos: sua melhor amiga será a LATAM
Os voos domésticos no Peru são rápidos e relativamente acessíveis. O trecho Lima–Cusco dura cerca de uma hora e é operado principalmente pela LATAM Airlines. Reserve com antecedência para pegar melhores tarifas e, sempre que possível, escolha voos pela manhã — os atrasos tendem a se acumular ao longo do dia.
O que fazer no Peru em 7 dias: roteiro dia a dia
Agora vamos ao que interessa. Abaixo está o itinerário completo, pensado para equilibrar cultura, aventura, gastronomia e descanso. Cada dia foi planejado levando em conta a logística de transporte, a aclimatação à altitude e a ordem que faz mais sentido para aproveitar cada parada ao máximo.
Dia 1 — Chegada em O que fazer no Peru em 7 diase mergulho no centro histórico

Seu primeiro dia no Peru começa em Lima, a capital. Tente chegar pela manhã para ter o restante do dia livre. Lima é uma cidade que surpreende quem chega sem muitas expectativas — e eu garanto que vai surpreender você também.
Depois de se instalar no hotel — o bairro de Miraflores é a melhor base, com fácil acesso a restaurantes, vista para o Pacífico e boa infraestrutura — siga direto para o centro histórico, que é Patrimônio Mundial da UNESCO. Caminhe pela Plaza Mayor, visite a Catedral de Lima e entre na Basílica e Convento de San Francisco, famosos pelas catacumbas subterrâneas.
Para o almoço, prove um pisco sour — o coquetel nacional do Peru — acompanhado de um bom ceviche. A gastronomia peruana é considerada uma das mais sofisticadas do continente, e você vai perceber isso logo na primeira refeição.
À noite, explore o bairro de Barranco, o reduto boêmio e artístico de Lima. Há galerias, bares descolados e uma energia criativa que lembra muito o Palermo de Buenos Aires ou a Vila Madalena de São Paulo.
Dia 2 — Lima: Miraflores, Museo Larco e gastronomia de classe mundial

Dedique a manhã do segundo dia a conhecer melhor Miraflores. Caminhe pelo Malecón, o calçadão à beira das falésias com vista para o Oceano Pacífico. É um passeio delicioso, com parques bem cuidados e a brisa do mar como companhia. No caminho, passe pelo Parque del Amor, inspirado no Parque Güell de Barcelona.
Em seguida, visite o Museo Larco, um dos museus mais impressionantes da América do Sul. Instalado numa mansão colonial do século XVIII, ele abriga milhares de peças pré-colombianas que contam a história das civilizações que habitaram o Peru muito antes dos Incas. Reserve pelo menos duas horas para percorrer o acervo com calma.
No almoço, se o orçamento permitir, vale reservar uma mesa em algum dos restaurantes premiados de Lima. Nomes como Central, Maido e Mayta aparecem consistentemente na lista dos 50 melhores do mundo. Se preferir algo mais acessível, o bairro de San Isidro também tem ótimas opções.
À tarde, faça uma aula de culinária peruana — várias escolas oferecem experiências de meio período que incluem visita ao mercado local, preparação de pratos tradicionais e, naturalmente, degustação de tudo que você fez. É uma das melhores formas de entender a cultura do país pela perspectiva mais saborosa.
Dia 3 — Voo para Cusco e primeiro contato com a cidade imperial

Pegue o voo matinal para Cusco. Em pouco mais de uma hora, você sai do nível do mar e aterrissa a 3.400 metros de altitude. A diferença é perceptível logo ao descer do avião: o ar fica mais fino, os passos ficam mais pesados e até carregar a mala pode deixar você ofegante.
Não se assuste — é completamente normal. Ao chegar no hotel, aceite aquele chá de coca que vão te oferecer (é tradição, e funciona de verdade). Descanse por uma ou duas horas antes de sair para explorar.
Quando se sentir pronto, caminhe até a Plaza de Armas de Cusco, que é simplesmente espetacular. A praça é cercada por construções coloniais com varandas de madeira, a imponente Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus. Sente num dos cafés da praça, peça um café com leite e observe o movimento. Cusco tem uma atmosfera que mistura o sagrado e o cotidiano de um jeito único.
Para jantar, recomendo o Morena Peruvian Kitchen, onde você pode experimentar pratos como ceviche de truta andina e croquetas de choclo com queijo. Não pule o pisco sour de maracujá — é sensacional.
Coma bem, beba bastante água e durma cedo. O corpo vai agradecer no dia seguinte.
Dia 4 — Cusco: Qorikancha, San Pedro e as ruínas de Sacsayhuamán

Com o corpo mais adaptado à altitude, o quarto dia é para explorar Cusco de verdade. Comece pelo Qorikancha, o Templo do Sol — o mais sagrado do império Inca. O que resta dele hoje é a base de pedra sobre a qual os espanhóis ergueram o Convento de Santo Domingo. A precisão das pedras incas, encaixadas sem argamassa, é de tirar o fôlego.
Depois, passe pelo Mercado de San Pedro. Esse é o coração pulsante da vida cusqueña — frutas que você nunca viu, sucos naturais por centavos, empanadas quentinhas e artesanato local. É o tipo de lugar onde você vai com a intenção de ficar 30 minutos e sai duas horas depois.
À tarde, suba até Sacsayhuamán (a pronúncia rende boas risadas — soa como “sexy woman”). Essa fortaleza inca fica a poucos quilômetros do centro e é formada por blocos de pedra gigantescos, alguns pesando mais de 100 toneladas. A vista de Cusco lá de cima é recompensa suficiente, mas a engenharia das muralhas é o que realmente impressiona.
No caminho de volta, aproveite para visitar os sítios arqueológicos de Qenqo e Tambomachay, que ficam na mesma estrada. São menores, mas guardam histórias fascinantes sobre rituais incas.
Dia 5 — Vale Sagrado: Chinchero, Moray, Maras e Ollantaytambo

Este é, sem exagero, um dos dias mais bonitos de qualquer viagem à América do Sul. Você vai percorrer o Vale Sagrado dos Incas, uma região de montanhas imponentes, vilarejos tradicionais e sítios arqueológicos que parecem ter saído de um filme.
Comece por Chinchero, uma cidadezinha encantadora a cerca de 30 quilômetros de Cusco. Lá, mulheres quéchuas mantêm viva a tradição da tecelagem andina, tingindo lã de alpaca com pigmentos naturais e tecendo mantas com padrões que são passados de geração em geração. É emocionante assistir a uma demonstração dessas — e quase impossível sair de lá sem comprar uma peça.
De Chinchero, siga para Moray, um anfiteatro natural formado por terraços circulares concêntricos que os incas usavam como laboratório agrícola. Cada nível criava um microclima diferente, permitindo que eles experimentassem o cultivo de diversas espécies. A genialidade dessa engenharia, concebida há mais de 500 anos, é de deixar qualquer um boquiaberto.
A próxima parada são as Salinas de Maras — um cânion repleto de mais de 5 mil tanques de sal escalonados na encosta da montanha, alimentados por uma nascente subterrânea. As famílias locais exploram essas salinas desde antes da chegada dos incas, e o processo de colheita continua praticamente igual ao de séculos atrás. A paisagem é surreal, especialmente com a luz do fim de tarde.
Encerre o dia em Ollantaytambo, uma das cidades continuamente habitadas mais antigas das Américas. As ruas de pedra seguem o traçado original inca, e as ruínas da fortaleza no alto da montanha oferecem uma das vistas mais dramáticas do Vale Sagrado. É daqui que partem os trens para Aguas Calientes, a porta de entrada de Machu Picchu — então pernoite na cidade para pegar o trem na manhã seguinte.
Dia 6 — Machu Picchu: o dia que você nunca vai esquecer

Chegou o grande dia. Acorde cedo — muito cedo — e pegue o trem de Ollantaytambo para Aguas Calientes. A viagem dura cerca de uma hora e meia, e o trajeto já é um espetáculo por si só: o trem serpenteia entre montanhas cobertas de vegetação tropical, com o rio Urubamba correndo ao lado dos trilhos. Se possível, peça um assento do lado esquerdo para ter a melhor vista.
De Aguas Calientes, pegue o ônibus que sobe a estrada sinuosa até a entrada de Machu Picchu. A subida leva uns 30 minutos, e a expectativa vai crescendo a cada curva.
Não há como se preparar para o impacto de ver Machu Picchu pela primeira vez. As fotos não fazem justiça. Quando você passa pelo portão de entrada e a cidadela se revela diante dos seus olhos — com os terraços verdes, os templos de pedra e a montanha Huayna Picchu ao fundo, envolta em névoa — é daqueles momentos que ficam gravados na memória pra sempre.
Reserve pelo menos 3 a 4 horas para percorrer o sítio. Um guia local faz toda a diferença aqui: ele vai te explicar a função de cada setor, contar histórias sobre o Inca Pachacuti e revelar detalhes que você jamais notaria sozinho. Segundo o PromPerú, a cidadela foi construída no século XV e só foi apresentada ao mundo ocidental em 1911 pelo explorador americano Hiram Bingham.
À tarde, retorne de trem para Ollantaytambo (ou diretamente para Cusco, dependendo dos horários disponíveis). Aproveite a noite para processar tudo o que viu — um jantar tranquilo em Cusco, com uma taça de vinho e a mente ainda lá em cima, entre as nuvens, é a forma perfeita de encerrar esse dia.
Dia 7 — Dia livre em Cusco ou aventura na Rainbow Mountain

O último dia do roteiro é flexível, e a escolha depende do seu perfil de viajante e do horário do seu voo de volta.
Se você gosta de aventura e tem bom preparo físico, a trilha até a Rainbow Mountain (Vinicunca) é uma experiência fora do comum. A montanha colorida, com listras de vermelho, amarelo, turquesa e violeta, fica a 5.200 metros de altitude e exige uma caminhada de 2 a 3 horas até o topo. É puxado, não vou mentir — a altitude castiga — mas a paisagem lá em cima é de outro planeta. É possível contratar passeios que partem de Cusco por volta das 4h da manhã e retornam no começo da tarde.
Se preferir algo mais tranquilo, Cusco tem o suficiente para preencher um dia inteiro com calma. Explore o bairro de San Blas, o quarteirão dos artesãos, com suas ruas estreitas subindo ladeiras, ateliês de cerâmica e mirantes com vistas lindas. Visite o Mercado de San Pedro novamente para comprar presentes, tome um café no Cercanía Pan y Café (os muffins de blueberry são viciantes) e almoce com vista para a Plaza de Armas.
Outra opção excelente é visitar o Pisac Market, que acontece especialmente aos domingos e reúne artesãos de toda a região com tecidos, cerâmicas e joias de prata. Fica a cerca de 40 minutos de Cusco por estrada, e o cenário do vilarejo com as ruínas incas ao fundo é cinematográfico.
Se o voo de volta sair no fim do dia, programe o traslado ao aeroporto com pelo menos 2 horas de antecedência. Os voos internacionais geralmente partem de Lima, então você precisará fazer uma conexão por lá.
Onde se hospedar em cada etapa do roteiro
A escolha do hotel pode transformar completamente a experiência da sua viagem. Aqui vão sugestões para cada trecho:
Em Lima: fique em Miraflores. É o bairro mais prático e agradável para turistas, com boa oferta de hotéis em diversas faixas de preço, restaurantes de qualidade e acesso fácil ao centro histórico e a Barranco. Para uma experiência mais sofisticada, o Belmond Miraflores Park é referência.
Em Cusco: hotéis próximos à Plaza de Armas oferecem a melhor localização. O Aranwa Cusco Boutique Hotel, instalado numa mansão colonial do século XVI, é uma opção encantadora — e serve chá de coca na chegada. Para quem busca charme e custo-benefício, o Selina Cusco Saphi também agrada.
No Vale Sagrado: Ollantaytambo é a base mais estratégica, já que de lá partem os trens para Machu Picchu. O Belmond Hotel Rio Sagrado, entre Urubamba e Ollantaytambo, é considerado um dos melhores hotéis de campo da América do Sul. Se preferir gastar menos, Ollantaytambo e Pisac têm ótimas pousadas com preços mais acessíveis.
Gastronomia peruana: o que comer durante a viagem
Não é exagero dizer que a comida é um dos maiores motivos para visitar o Peru. O país venceu o prêmio de melhor destino culinário do mundo por vários anos consecutivos, e a culinária peruana é uma fusão impressionante de tradições indígenas, espanholas, africanas, chinesas e japonesas.
Alguns pratos que você não pode deixar de experimentar:
Ceviche: peixe fresco marinado em suco de limão com cebola roxa, coentro e pimenta. É o prato nacional, e cada restaurante tem sua versão.
Lomo Saltado: um stir-fry de carne, tomate, cebola e batatas fritas servido com arroz. A influência chinesa é evidente e deliciosa.
Causa Limeña: um tipo de terrine de batata amarela recheado com frango, atum ou camarão. Leve, colorido e saboroso.
Cuy: porquinho-da-índia assado. Sei que pode soar estranho, mas é um prato tradicional das regiões andinas e tem sabor parecido com coelho. Experimentar é quase obrigatório — nem que seja pela história que você vai contar.
Pisco Sour: o coquetel peruano por excelência, feito com pisco, suco de limão, clara de ovo, xarope de açúcar e gotas de Angostura. Peça um em cada cidade — cada barman tem seu toque especial.
Quanto custa viajar para o Peru em 7 dias
O Peru oferece uma excelente relação custo-benefício quando comparado a outros destinos internacionais. Uma estimativa razoável para o que fazer no Peru em 7 dias, incluindo aéreo internacional, hospedagem de nível intermediário, refeições, passeios e transporte interno, gira em torno de R$ 8.000 a R$ 14.000 por pessoa, dependendo das suas escolhas.
Voos do Brasil para Lima costumam custar entre R$ 2.000 e R$ 4.000 (ida e volta), com promoções frequentes nas companhias LATAM e Avianca. Dentro do Peru, o trecho Lima–Cusco sai a partir de US$ 50 se comprado com antecedência. O trem para Machu Picchu, operado pela PeruRail ou pela Inca Rail, varia entre US$ 60 e US$ 400 dependendo da classe.
A moeda local é o Sol peruano (PEN). Cartões de crédito são aceitos nos centros urbanos, mas leve dinheiro em espécie para mercados, táxis e cidades menores.
O que fazer no Peru em 7 dias: resumo do itinerário
Para facilitar a visualização, aqui vai um resumo rápido de todo o roteiro:
Dia 1: Chegada em Lima — centro histórico, Plaza Mayor, Catedral, San Francisco e noite em Barranco.
Dia 2: Lima — Miraflores, Malecón, Museo Larco, aula de culinária e alta gastronomia.
Dia 3: Voo para Cusco — aclimatação, Plaza de Armas, Catedral de Cusco e jantar local.
Dia 4: Cusco — Qorikancha, Mercado San Pedro, Sacsayhuamán, Qenqo e Tambomachay.
Dia 5: Vale Sagrado — Chinchero, Moray, Salinas de Maras e Ollantaytambo.
Dia 6: Machu Picchu — trem, visita guiada à cidadela e retorno a Cusco.
Dia 7: Dia livre — Rainbow Mountain, San Blas, Pisac Market ou dia relaxante em Cusco.
Erros comuns ao planejar o que fazer no Peru em 7 dias
Depois de conversar com dezenas de viajantes que já fizeram esse roteiro, compilei os deslizes mais frequentes — e como evitá-los:
Subestimar a altitude: começar a fazer trilhas logo no primeiro dia em Cusco é receita pra passar mal. Dê ao corpo pelo menos 12 a 24 horas de adaptação.
Não reservar Machu Picchu com antecedência: já vi gente chegar em Cusco e descobrir que não tinha mais ingressos disponíveis para os dias seguintes. Compre online semanas antes.
Deixar de provar a comida local: o Peru tem uma das melhores gastronomias do mundo. Ficar só no arroz com frango do hotel é um desperdício monumental.
Programar conexões internacionais apertadas: voos domésticos podem atrasar. Se seu voo internacional sai de Lima, chegue lá com pelo menos 4 horas de folga.
Não levar camadas de roupa: a temperatura nos Andes pode variar 20°C no mesmo dia — de manhãs geladas a tardes ensolaradas. Vista-se em camadas e leve sempre uma jaqueta impermeável.
Dá para estender a viagem? Opções além dos 7 dias
Se você tiver mais dias disponíveis, o Peru tem muito mais a oferecer. Algumas extensões populares incluem:
Lago Titicaca (2 dias): o lago navegável mais alto do mundo, na fronteira com a Bolívia. As ilhas flutuantes dos Uros e a Ilha Taquile são experiências únicas.
Arequipa e o Cânion del Colca (2–3 dias): Arequipa, a “Cidade Branca”, é belíssima, e o cânion é um dos mais profundos do planeta — o dobro da profundidade do Grand Canyon.
Amazônia peruana (3–4 dias): saindo de Cusco, é possível chegar a Puerto Maldonado e mergulhar na selva amazônica, com lodges que oferecem caminhadas na floresta, observação de fauna e visitas a comunidades nativas.
Ilhas Galápagos, Equador (4–5 dias): se você puder combinar Peru e Equador na mesma viagem, as Ilhas Galápagos são um complemento natural e inesquecível.
FAQ — Perguntas frequentes sobre o que fazer no Peru em 7 dias
Preciso de visto para entrar no Peru?
Não. Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 90 dias no Peru. Basta apresentar o passaporte válido ou a carteira de identidade civil (RG) em bom estado de conservação e com menos de 10 anos de emissão. Consulte as informações atualizadas no Itamaraty antes de viajar.
7 dias são suficientes para conhecer o Peru?
Sim, desde que o roteiro seja bem planejado. Uma semana permite cobrir os grandes destaques — Lima, Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu — com profundidade suficiente para você voltar pra casa sentindo que realmente conheceu o país. Não vai dar pra ver tudo, claro, mas os melhores momentos estarão garantidos.
É seguro viajar pelo Peru?
De modo geral, sim. As áreas turísticas de Lima, Cusco e do Vale Sagrado são bastante seguras e bem policiadas. Como em qualquer destino internacional, tome precauções básicas: evite ostentar objetos de valor, use táxis de aplicativo ou contratados pelo hotel e mantenha cópias dos documentos no celular. À noite, prefira andar em grupo, principalmente em Lima.
Qual vacina é obrigatória para ir ao Peru?
Não há vacina obrigatória para entrar no Peru. No entanto, a vacina contra febre amarela é recomendada caso você pretenda visitar regiões de selva, como a Amazônia peruana. Verifique as orientações no site da Organização Mundial da Saúde e leve o certificado internacional de vacinação por precaução.
Posso usar Real brasileiro no Peru?
Não. A moeda local é o Sol peruano (PEN). Dólares americanos são aceitos em algumas lojas e hotéis turísticos, mas o ideal é trocar por soles ao chegar. Casas de câmbio confiáveis são encontradas no aeroporto de Lima e nos centros de Cusco e Miraflores. Cartões de crédito internacionais funcionam na maioria dos estabelecimentos nas cidades maiores.








