Sabe aquele sonho de cruzar o Atlântico e se perder entre as ruas de paralelepípedos da Europa? Pois é, depois de três décadas escrevendo sobre viagens, posso te dizer uma coisa com toda certeza: um roteiro de 15 dias na Europa é o tempo ideal pra você experimentar o Velho Continente sem aquela correria maluca de quem quer ver tudo em uma semana.
Já perdi a conta de quantas vezes ouvi a mesma pergunta: “Mas 15 dias é suficiente?” E minha resposta sempre é a mesma – depende do que você procura. Se quer conhecer cada museu, cada beco, cada padaria, aí nem 15 meses seriam suficientes. Mas se você quer sentir a essência europeia, misturar grandes monumentos com momentos autênticos, descobrir aquele bistrô escondido onde os locais tomam café… aí sim, 15 dias são perfeitos.
Por que dois meses planejando valem mais que dois anos sonhando
Olha, vou ser sincero com você. Já vi gente gastar uma fortuna em passagem e hotel, mas chegar na Europa sem um plano direito. O resultado? Volta pra casa frustrado, com aquela sensação de que “faltou algo”. E sabe qual é o segredo? Planejamento inteligente.
Um roteiro de 15 dias na Europa bem arquitetado não é sobre visitar 47 cidades em duas semanas. É sobre escolher destinos que conversam entre si, que te levam numa jornada coerente – geograficamente falando, mas também emocionalmente. É começar com o romantismo parisiense, passar pela praticidade holandesa, sentir a história alemã e italiana, e finalizar com a grandiosidade romana.
Londres: onde tudo começa (ou deveria começar)

Primeira parada do nosso roteiro pela Europa: Londres. E não, não estou falando só do Big Ben e da Torre de Londres – embora sejam imperdíveis, claro. Estou falando daquela Londres que você descobre tomando um proper English breakfast num café qualquer de Notting Hill, ou assistindo à troca da guarda sem aquela multidão de turistas (dica: vá num dia de semana, de manhã cedo).
O Lord’s Cricket Ground é fascinante mesmo pra quem não entende nada de críquete – a arquitetura do lugar conta mais sobre a cultura britânica do que qualquer guia turístico. E o Madame Tussauds? Pode parecer clichê, mas é divertido demais. Só não gaste três horas lá; você tem uma Europa inteira pra explorar.

Ah, e a London Eye. Muita gente torce o nariz, acha que é “coisa de turista”. Mas sabe de uma coisa? Turista você É. E a vista de lá em cima, especialmente no final da tarde quando o sol começa a se pôr sobre o Tâmisa, é de tirar o fôlego. Vale cada libra esterlina.
Paris: além da Torre Eiffel (que você vai visitar mesmo assim)

Segundo ou terceiro dia do seu roteiro de 15 dias na Europa, você estará em Paris. E aqui vai um conselho de quem já esteve lá mais vezes do que consegue contar: esqueça aquela ideia de que você precisa ver “tudo” em Paris. Você não precisa. Na verdade, você não consegue.
A Louvre merece umas boas 4 horas do seu tempo – não aquelas corridas de 40 minutos só pra tirar selfie com a Mona Lisa. E o Museu de Versalhes? Rapaz, aquilo lá é outro mundo. O palácio é grandioso, mas são os jardins que roubam a cena. Leve um lanche, sente num banco qualquer e só observe. Às vezes viajar é também sobre não fazer nada.

Agora, a Torre Eiffel. Todo mundo fala dela, mas poucos sobem até o terceiro andar. A diferença entre o segundo e o terceiro nível? É a diferença entre “bonito” e “inesquecível”. Lá de cima, Paris inteira se revela como um tabuleiro de xadrez iluminado. Reserve com antecedência no site oficial – as filas são absurdas.
E se puder, inclua o show do Paradis Latin no seu roteiro. Não é barato, mas é aquela experiência que você conta pros netos. Champanhe, cancan, luzes… é Paris sendo Paris da forma mais estereotipada e maravilhosa possível.
Holanda: bicicletas, tulipas e uma lição de vida

Quando você chegar em Amsterdam, vai entender porque a Holanda é um dos países mais felizes do mundo. É algo no ar, sabe? Talvez seja o fato de que todo mundo anda de bicicleta (e sim, você deveria alugar uma também). Ou talvez sejam os canais, que parecem ter saído diretamente de um quadro de Vermeer.
O passeio de barco pelos canais é obrigatório no seu roteiro de 15 dias na Europa. Escolha um no final da tarde – quando o sol dourado reflete na água e nas fachadas das casas, você vai entender porque Amsterdam é chamada de “Veneza do Norte”. Pegue os ingressos antecipados no site oficial de turismo.
Sobre os Jardins de Keukenhof: eles só abrem de março a maio, então se sua viagem não coincidir com essa época, não se desespere. No lugar, visite Madurodam, onde a Holanda inteira está miniaturizada. É meio surreal ver moinhos, palácios e canais em escala reduzida, mas é divertido pra caramba.

Ah, e não saia da Holanda sem visitar uma fábrica de queijos. O Gouda holandês fresco não tem nada a ver com aquele que você compra no supermercado brasileiro. É outra realidade gastronômica.
Bruxelas: a parada estratégica que virou amor

Muita gente usa Bruxelas só como ponto de passagem no roteiro europeu, e isso é um erro. A capital belga tem uma personalidade única – meio francesa, meio holandesa, totalmente europeia. A Grand Place é considerada uma das praças mais bonitas do mundo, e não é exagero. De noite, quando os prédios dourados são iluminados, você sente como se tivesse voltado ao século XVII.
O Manneken Pis é pequeno, menor do que você imagina, mas tem uma graça inexplicável. E o Atomium – aquela estrutura futurista que parece saída de um filme sci-fi dos anos 60 – vale a foto, mas não precisa gastar muito tempo lá dentro.

Agora, os waffles belgas e os chocolates… meu amigo, isso sim merece seu tempo e seu dinheiro. Esqueça dieta por uns dias. A Bélgica é pra ser saboreada literalmente.
Alemanha: história viva em cada esquina

Chegando na Alemanha, você vai sentir uma mudança de energia. Há algo de solene, de reflexivo no ar – especialmente quando você visita a Catedral de Colônia. Levou seis séculos pra ficarem prontas aquelas torres góticas de 157 metros de altura. Seis séculos! Dá uma dimensão diferente do que significa “paciência”, não é?
Em Heidelberg, caminhe pela Altstadt (cidade velha) sem pressa. Aquelas ruazinhas de pedra viram cenário de filme, e você entende porque a Alemanha romântica encanta tanto. É um contraste interessante com a modernidade eficiente que você encontra nas cidades maiores.

E a Floresta Negra? Não é só sobre os famosos relógios cuco (embora você provavelmente vá comprar um). É sobre entrar num bosque denso, meio místico, e entender porque os irmãos Grimm escolheram aquele cenário para seus contos de fadas. Visite o portal oficial da região pra roteiros alternativos.
Suíça: quando o cartão postal vira realidade

Vou ser direto: a Suíça é cara. Muito cara. Mas também é absolutamente imperdível no seu roteiro de 15 dias na Europa. E olha, depois de tantos anos viajando, te garanto que existem lugares que valem cada centavo – a Suíça é um deles.
As Cataratas do Reno em Schaffhausen são Europa sendo dramática da melhor forma. Não são as maiores do mundo, mas a força daquela água caindo… é hipnotizante. Você pode ficar ali meia hora só olhando.

Agora, Jungfraujoch – a tal “topo da Europa” a 3.454 metros de altitude. O passeio é caro? Sim. Vale a pena? Absolutamente. Quando você sai daquele trem cremalheira e vê os Alpes suíços se estendendo até onde a vista alcança, com o glaciar Aletsch brilhando ao sol… bem, é um daqueles momentos que te fazem entender porque você viaja.
O Monte Titlis oferece uma experiência diferente, com o teleférico giratório (o Rotair) e a Cliff Walk, aquela ponte suspensa a 3 mil metros de altura. Se você tem medo de altura, respira fundo e vai assim mesmo. Algumas coisas na vida você precisa fazer mesmo tremendo.

Em Lucerna, não deixe de ver o Monumento do Leão (Löwendenkmal), esculpido na rocha pra homenagear os guardas suíços que morreram defendendo Luís XVI. É de uma beleza melancólica que mexe com qualquer um. E depois, se perca pelas lojinhas vendendo relógios e chocolates – é clichê, mas é gostoso.
Áustria: Innsbruck e o brilho de Swarovski

Innsbruck é aquela cidade que parece pequena demais pra estar num roteiro europeu de 15 dias, mas que te surpreende. Cercada pelos Alpes, com o rio Inn cortando o centro histórico, ela tem um charme alpino irresistível.
O Telhado Dourado (Goldenes Dachl) é o símbolo da cidade – literalmente 2.657 telhas de cobre dourado brilhando no sol. E o Mundo de Cristal Swarovski em Wattens? É kitsch, é turístico, mas é lindo demais pra você não ir. As instalações de arte feitas com cristais são de outro mundo.
Itália: o grande final que todo roteiro merece

Veneza primeiro. E olha, prepara o coração porque Veneza é emocionante de um jeito que você não espera. Não é só bonita; é surreal. Uma cidade construída sobre 118 ilhas, ligadas por 400 pontes, onde não existe carro – só barcos e pés.
O táxi aquático até a Praça de San Marco não é barato, mas faz parte da experiência veneziana. Quando você chega na praça e vê a Basílica de São Marcos com aqueles mosaicos dourados, o Palácio Ducal, a Torre do Relógio… é esmagador. No bom sentido.
Visite uma fábrica de vidro de Murano. Ver um mestre vidreiro transformar uma massa incandescente numa escultura delicada em questão de minutos é fascinante. E sim, você vai querer comprar alguma coisa – é impossível resistir.
Em Florença, o roteiro muda de tom. Se Veneza é romântica, Florença é intelectual. A cidade respira Renascimento. O Duomo com sua cúpula projetada por Brunelleschi domina o horizonte, e quando você sobe lá em cima (são 463 degraus, prepare-se), a vista compensa cada gotinha de suor.
O Museu Ferrari em Maranello é parada obrigatória pra quem gosta de carros – ou mesmo pra quem não gosta muito, mas aprecia engenharia e design italiano. Ver aqueles carros de F1 que fizeram história de pertinho é arrepiante.

Pisa é rápida, admito. Você vai, tira a foto clássica “segurando” a torre, come uma pizza (que na Itália é sempre boa), e segue viagem. Mas o conjunto arquitetônico da Piazza dei Miracoli – a catedral, o batistério, o cemitério monumental – é genuinamente especial.
E finalmente, Roma. A cidade eterna. O encerramento perfeito para qualquer roteiro de 15 dias na Europa. Se Florença é intelectual, Roma é visceral. É história bruta, é Império Romano, é Renascimento, é Igreja Católica, é Dolce Vita – tudo junto, tudo misturado.
O Museu do Vaticano e a Capela Sistina merecem umas 4 horas do seu último dia. O teto pintado por Michelangelo… não tem palavra que descreva. Você simplesmente fica lá, olhando pra cima, com o pescoço doendo, pensando “caramba, um ser humano fez isso”.
A Basílica de São Pedro é a maior igreja católica do mundo, e você sente isso. A escala é tão grande que sua mente demora uns minutos pra processar o tamanho daquilo.
O Coliseu – símbolo de Roma – é imperdível. Reserve ingresso com antecedência no site oficial pra evitar filas. Quando você entra naquela arena onde gladiadores lutavam há dois mil anos, o peso da história é quase físico.
E a Fontana di Trevi? Jogue a moeda. Mesmo que você não acredite em lendas, jogue. Porque você VAI querer voltar a Roma um dia. Todo mundo quer.
Dicas práticas que vão salvar seu roteiro (e seu bolso)
Quando ir?
A primavera (abril a junho) e o outono (setembro a outubro) são ideais para o seu roteiro de 15 dias na Europa. Clima agradável, menos multidões, preços mais em conta. Julho e agosto são lindos, mas prepare-se pra calor intenso e filas quilométricas em todo lugar famoso.
Quanto custa tudo isso?
Olha, vou ser honesto: não é barato. Entre passagens, hotéis, alimentação, passeios e compras, você vai gastar entre R$ 15 mil e R$ 30 mil por pessoa, dependendo do seu estilo de viagem. Mas existe margem pra economizar – hostels ao invés de hotéis, almoços em mercados locais, city passes que incluem várias atrações.
Transporte entre cidades
O Eurail Pass continua sendo uma das melhores opções pra quem vai fazer um roteiro europeu com várias cidades. Trens rápidos, confortáveis, sempre no horário (especialmente na Suíça e Alemanha). Consulte opções no site oficial.
Seguro viagem é obrigatório
O Tratado de Schengen exige seguro com cobertura mínima de 30 mil euros. Não é só burocracia – é sua rede de segurança caso algo dê errado. E olha, em 30 anos de viagem, já vi de tudo acontecer. Melhor prevenir.
Wi-Fi e internet
Chip internacional ou eSIM europeu. Essencial pra usar GPS, tradutores, fazer reservas. A Airalo oferece eSIM pra Europa com bons preços.
O que ninguém te conta sobre viajar pela Europa
Depois de tanto tempo escrevendo sobre viagens, tem umas verdades que eu aprendi e que raramente aparecem nos guias turísticos:
- Menos é mais. É melhor conhecer 5 cidades com calma do que 12 correndo. Você vai lembrar mais, vai curtir mais, vai cansar menos.
- Reserve tempo pra se perder. Alguns dos melhores momentos do meu roteiro pela Europa foram quando eu simplesmente me perdi numa cidade, sem GPS, sem plano. Foi quando encontrei aquele café minúsculo em Roma, aquele parque secreto em Paris.
- Converse com locais. Europeus adoram falar sobre suas cidades. Pergunte ao garçom onde ELE come quando não está trabalhando. Pergunte ao recepcionista do hotel qual é o lugar favorito dele na cidade.
- Coma nas padarias. Sério. As padarias europeias são tesouros subestimados. Pão fresco, queijos locais, café decente – por uma fração do preço de um restaurante turístico.
- Não tente ver tudo. FOMO (fear of missing out) é real, mas resista. Você não precisa ver TODAS as igrejas, TODOS os museus. Escolha o que realmente te interessa e mergulhe fundo nisso.
Minha reflexão final sobre esse roteiro
Olha, depois de tantos anos viajando e escrevendo sobre viagens, eu poderia te dar mil dicas técnicas, mil truques pra economizar, mil atalhos pra evitar filas. Mas sabe qual é a dica mais importante que eu tenho pra te dar sobre um roteiro de 15 dias na Europa?
Esteja presente.
Eu sei que parece papo de coach, mas é sério. A gente vive numa época em que a gente tira 50 fotos de cada lugar pra postar no Instagram, mas esquece de realmente OLHAR pra aquele lugar. De sentir o vento frio nos Alpes. De ouvir o barulho dos pombos na Praça de San Marco. De saborear – verdadeiramente saborear – aquele croissant parisiense ainda quente.
A Europa vai estar lá daqui a um ano, daqui a dez anos. Mas esses 15 dias? Essa versão de você que vai fazer essa viagem? É única. Então tire as fotos, sim. Mas tire também uns minutos, em cada cidade, pra simplesmente sentar num banco de praça e observar. Sem celular, sem câmera. Só você e a Europa.
Porque no final das contas, o que você vai levar dessa viagem não são só as fotos ou os souvenirs. É a sensação de ter tocado em algo maior, de ter feito parte – mesmo que por duas semanas – desse continente incrível que moldou boa parte da história e da cultura que a gente conhece hoje.
E quando você voltar (porque você VAI voltar, te garanto), vai entender porque a Europa conquista tanto. Não é só sobre os monumentos ou os museus. É sobre aquela padaria em Florença onde o dono te cumprimentou como se você fosse velho amigo. É sobre aquele pôr do sol em Veneza que você assistiu sozinho, sem ninguém ao redor. É sobre descobrir que o mundo é grande, mas também é acessível. E que viajar não é só sobre chegar em lugares novos, mas sobre se tornar uma pessoa diferente – mais aberta, mais curiosa, mais humana.
Então vai. Faz esse roteiro de 15 dias na Europa. Mas vai com o coração aberto e os olhos atentos. Porque a Europa não é só um destino – é uma transformação.
Perguntas Frequentes sobre Roteiro de 15 Dias na Europa
Quanto dinheiro eu preciso para um roteiro de 15 dias na Europa?
O valor varia bastante dependendo do seu estilo de viagem, mas de forma geral, calcule entre R$ 15 mil e R$ 30 mil por pessoa. Isso inclui passagens aéreas (que podem variar de R$ 3 mil a R$ 6 mil), acomodação (de R$ 150 a R$ 500 por noite), alimentação (cerca de R$ 150 por dia), transporte interno (R$ 2 mil a R$ 4 mil com o Eurail Pass) e ingressos para atrações (aproximadamente R$ 2 mil). Dá pra economizar ficando em hostels, comendo em supermercados e usando transporte público. Dá também pra gastar muito mais se quiser conforto e restaurantes estrelados. A beleza da Europa é que ela se adapta a praticamente qualquer orçamento – desde que você planeje direito.
Qual a melhor época para fazer esse roteiro pela Europa?
As melhores épocas são primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro). Nessas estações, o clima é agradável, as multidões são menores e os preços mais acessíveis. A primavera traz flores desabrochando (especialmente lindas nos jardins de Keukenhof na Holanda), temperaturas amenas e dias mais longos. O outono oferece cores incríveis nas árvores, menos turistas e preços de hospedagem mais baixos. Evite julho e agosto se possível – embora seja verão e tudo esteja aberto, as temperaturas podem passar de 35°C em algumas cidades (especialmente na Itália), as filas são intermináveis e os preços sobem bastante. Dezembro também pode ser mágico por causa dos mercados de Natal, mas prepare-se para o frio intenso.
É possível fazer esse roteiro viajando sozinho?
Com certeza! A Europa é um dos lugares mais seguros e fáceis para viajar sozinho. O transporte público é eficiente, a maioria das pessoas fala inglês (pelo menos nas áreas turísticas), e há uma infraestrutura incrível para viajantes solo. Você pode ficar em hostels que promovem interação entre hóspedes, participar de free walking tours onde conhece outros viajantes, e usar apps como Meetup ou Couchsurfing para encontrar eventos e pessoas. Viajar solo pelo roteiro europeu tem vantagens: você faz o que quer, no seu ritmo, sem negociações. Mas também tem desafios: custos não divididos (quartos de hotel para um são caros), e às vezes bate aquela solidão. Meu conselho? Alterne entre momentos sozinho e momentos em grupo. É o equilíbrio perfeito.
Preciso falar outros idiomas além do inglês?
Inglês resolve 90% das situações no seu roteiro de 15 dias na Europa. Nas grandes cidades e pontos turísticos, você sempre encontrará alguém que fala inglês. Dito isso, aprender algumas frases básicas no idioma local faz MUITA diferença – não na comunicação prática, mas no respeito que as pessoas sentem quando você tenta. Um simples “bonjour” em Paris, “buongiorno” em Roma, ou “guten tag” em Berlim abre portas (e sorrisos). Baixe um app de tradução offline (o Google Tradutor funciona bem) para emergências. E não tenha vergonha de usar gestos – a comunicação não-verbal é universal. Só evite aquele erro clássico de falar português alto e devagar achando que assim vão te entender melhor. Não vão.
Como escolher entre um tour guiado e viajar por conta própria?
Depende muito do seu perfil. Tours guiados são ótimos se você quer praticidade, não gosta de planejar, ou é sua primeira vez na Europa. Tudo já está organizado: hotéis, transporte, refeições, ingressos. Você não precisa se preocupar com nada. O lado negativo? Menos flexibilidade, ritmo acelerado, e você acaba convivendo sempre com o mesmo grupo. Viajar por conta dá liberdade total – você escolhe onde ficar, quanto tempo passar em cada lugar, que restaurantes experimentar. Mas exige planejamento, pesquisa e uma dose de aventura pra resolver imprevistos. Minha sugestão? Se é sua primeira viagem internacional ou você tem pouco tempo de planejamento, considere um tour. Se você gosta de viajar, tem tempo pra pesquisar e quer uma experiência mais autêntica, vá por conta. Ou faça um meio-termo: viaje por conta mas contrate passeios guiados locais nos destinos principais.








