Tem coisas que a gente sente no corpo antes mesmo de entender com a cabeça. Pisar na Itália pela primeira vez é uma dessas. O cheiro de café espresso misturado com massa fresca, o barulho das Vespas cortando ruas de paralelepípedo, o sol batendo nas fachadas cor de terracota… é como se o país inteiro conspirasse para te fazer apaixonar antes do primeiro pôr do sol.
Se você está aqui, provavelmente já decidiu que quer conhecer a Itália — e quer fazer isso direito. Duas semanas é o tempo ideal para quem não quer apenas ticar cidades numa lista, mas realmente sentir cada lugar. E é exatamente isso que este roteiro Itália 15 dias entrega: um plano completo, testado, com margem para respiro, sem aquela correria que mais parece maratona do que férias.
Ao longo deste guia, você vai encontrar tudo — e quando digo tudo, é tudo mesmo. Transporte entre cidades, sugestões de hospedagem, o que fazer em cada parada, onde comer sem cair em armadilha turística e aquelas dicas que só quem já pisou no chão italiano consegue passar. Prepare-se: este artigo é longo, detalhado e feito para ser seu melhor amigo de planejamento.
Visão Geral do Roteiro Itália 15 Dias
Antes de mergulhar nos detalhes, vamos ao panorama geral. A lógica deste roteiro Itália 15 dias segue uma rota de norte a sul (ou sul a norte, se preferir inverter — falo mais sobre isso adiante). A ideia é minimizar deslocamentos desnecessários e aproveitar cada região com calma.
| Dias | Destino | Pernoite |
|---|---|---|
| Dia 1 | Chegada em Roma | Roma |
| Dias 2–3 | Roma | Roma |
| Dias 4–5 | Pompeia e Costa Amalfitana | Positano ou Amalfi |
| Dia 6 | Capri | Costa Amalfitana |
| Dias 7–9 | Florença e Toscana | Florença |
| Dias 10–11 | Pisa e Cinque Terre | Cinque Terre |
| Dia 12 | Milão | Milão |
| Dias 13–14 | Veneza | Veneza |
| Dia 15 | Veneza e retorno | — |
Essa distribuição permite que você conheça as grandes estrelas do país — Roma, Florença, Veneza — sem abrir mão de lugares que muita gente acaba pulando por falta de planejamento, como a Costa Amalfitana, a Cinque Terre e a região da Toscana. E acredite: são justamente esses “extras” que transformam uma boa viagem numa viagem inesquecível.
Quando Ir Para a Itália?
Essa é provavelmente a pergunta que mais ouço de quem está montando um roteiro Itália 15 dias pela primeira vez. E a resposta curta é: abril a maio ou setembro a outubro. Ponto final. Essas são as chamadas temporadas de ombro (shoulder season), quando o clima está agradável, as multidões são menores e os preços de hospedagem e passagens ainda não explodiram.
Se puder escolher um mês só, vá de setembro. A água do Mediterrâneo ainda está quente do verão, as colinas da Toscana ficam douradas com a colheita das uvas e o calor já não é sufocante como em julho e agosto. É quase como se a Itália tivesse guardado o melhor de si pra quando os turistas de verão vão embora.
Agora, se o único período disponível for julho ou agosto, não desista. A viagem ainda será incrível. Só vá preparado mentalmente para filas maiores, temperaturas acima dos 35°C em Roma e praias lotadas na Costa Amalfitana. E leve muita água.
O inverno (novembro a março) é bonito em cidades como Roma e Florença, mas destinos costeiros como Cinque Terre e a Costa Amalfitana praticamente fecham. Muitos restaurantes e hotéis encerram as atividades fora da temporada. Então, para este roteiro específico, evite o inverno se possível.
Uma observação importante: Veneza está sujeita a alagamentos (acqua alta) durante períodos chuvosos, especialmente no outono. Se sua viagem cair nessa época, acompanhe as previsões pelo Centro Maree de Veneza alguns dias antes de chegar.
Como Se Locomover na Itália
Uma das melhores surpresas para quem monta um roteiro Itália 15 dias é descobrir que dá pra fazer tudo — absolutamente tudo — sem carro. O sistema ferroviário italiano é extenso, relativamente pontual e conecta todas as principais cidades deste roteiro. Trens, ônibus e ferries são suficientes para cobrir cada trecho.
A Trenitalia e a Italo são as duas principais operadoras de trem. A Trenitalia é estatal e cobre mais rotas, incluindo regionais. A Italo opera trens de alta velocidade entre grandes cidades (Roma–Florença–Milão–Veneza) e frequentemente tem promoções com preços excelentes se você comprar com antecedência.
Dica essencial sobre trens na Itália: se você comprou passagem em papel nas bilheterias ou máquinas automáticas, precisa validar o bilhete antes de embarcar. Existem maquininhas amarelas ou verdes nas plataformas — é só inserir o bilhete e esperar o carimbo com data e hora. Se não validar, a multa é pesada (pode passar de €50). Quem compra online pelo aplicativo ou site não precisa se preocupar com isso; o bilhete digital já vale automaticamente.
Para trechos curtos na Costa Amalfitana, o transporte é feito por ferry e ônibus SITA. Entre as vilas de Cinque Terre, o trem regional é rei — os cinco vilarejos são interligados por uma linha que leva poucos minutos de uma parada a outra. Você pode conferir horários e comprar o Cinque Terre Card pelo site oficial do Parque Nacional.
O Que Levar na Mala
Não vou fazer uma lista gigante aqui, mas tem itens que fazem diferença real num roteiro Itália 15 dias. O mais importante de todos: sapatos confortáveis. Você vai andar muito. Muito mesmo. Roma sozinha já garante uns 15 km por dia se você quiser ver tudo.
Leve camadas leves — mesmo no verão, as noites na Toscana e em Cinque Terre refrescam. Um lenço ou echarpe é indispensável para entrar em igrejas (muitas exigem ombros e joelhos cobertos). Protetor solar e óculos de sol são obrigatórios entre abril e outubro. E leve uma garrafinha reutilizável: a Itália tem fontes de água potável espalhadas por todo lado (as famosas nasoni de Roma são um exemplo).
Ah, e o adaptador de tomada: a Itália usa os tipos C, F e L. Um adaptador universal resolve.
Dias 1 a 3 — Roma

Roma é daquelas cidades que te engole — no melhor sentido. Cada esquina tem 2.000 anos de história empilhados, e a sensação é de estar caminhando dentro de um museu a céu aberto onde as pessoas vivem, trabalham e tomam espresso como se nada demais estivesse acontecendo. É surreal e é lindo.
Chegando em Roma
O principal aeroporto internacional é o Fiumicino (FCO). Para chegar ao centro, você tem três opções práticas. O Leonardo Express é um trem direto até a estação Roma Termini — custa €14 por pessoa (ou €40 para grupo de quatro), sai a cada 15 minutos e leva meia hora. Se preferir economia, ônibus como o Terravision cobram cerca de €6,50 e levam uns 45 minutos. Táxi oficial (branco, com placa “TAXI” no teto) tem tarifa fixa de €55 até o centro.
Se voar pela Ciampino (CIA), saiba que esse aeroporto menor atende principalmente companhias low-cost como Ryanair e EasyJet. De lá, ônibus até Roma Termini são a opção mais comum.
O Que Fazer em Roma
Três dias em Roma é o mínimo para não sair com gosto de quero mais. No primeiro dia, depois de se instalar, vá direto para o coração da cidade antiga. O Coliseu é aquele monumento que, por mais que você já tenha visto em fotos mil vezes, ainda tira o fôlego ao vivo. Reserve ingresso antecipado pelo site oficial — as filas são absurdas, principalmente na alta temporada. Dali, siga a pé para o Fórum Romano e o Palatino, que estão incluídos no mesmo bilhete.
No segundo dia, dedique a manhã ao Vaticano. Os Museus Vaticanos e a Capela Sistina merecem pelo menos 3 a 4 horas. Compre ingresso com antecedência pelo site oficial dos Museus Vaticanos para pular a fila — que pode chegar a 3 horas em dias de pico. A Basílica de São Pedro é gratuita e fica ali ao lado. Se tiver disposição, suba até a cúpula — a vista de Roma lá de cima é inesquecível.
No terceiro dia, explore o lado mais descontraído da cidade. Caminhe pelo bairro de Trastevere, que tem aquele charme de vila dentro da metrópole — ruas estreitas, paredes cobertas de hera, trattorias familiares. Passe pela Fontana di Trevi (vá cedinho para evitar a multidão), pela Piazza Navona e pelo Panteão. Termine o dia jogando uma moeda na fonte — dizem que garante a volta.
Dica de quem já foi: Roma é uma cidade para comer bem gastando pouco, mas fuja dos restaurantes colados nos pontos turísticos. Duas ruas para dentro já muda completamente o preço e a qualidade. Trastevere e o bairro de Testaccio são ótimos para encontrar comida autêntica sem peso na consciência nem no bolso.
Dias 4 a 6 — Pompeia, Costa Amalfitana e Capri

Essa é a parte do roteiro Itália 15 dias que costuma arrancar suspiros. A Costa Amalfitana é, sem exagero, um dos trechos de litoral mais bonitos do planeta. Mas antes de chegar lá, vale uma parada que conecta história e emoção de um jeito único.
Dia 4 — Pompeia e Chegada à Costa Amalfitana
De Roma, pegue um trem de alta velocidade até Nápoles (pouco mais de 1 hora pela Trenitalia ou Italo). De Nápoles, a Circumvesuviana leva até a estação Pompei Scavi em cerca de 35 minutos. As ruínas de Pompeia são absolutamente impressionantes — uma cidade inteira congelada no tempo pela erupção do Vesúvio em 79 d.C. Reserve pelo menos 3 horas para percorrer o sítio arqueológico. Compre ingresso antecipado pelo site oficial.
Depois de Pompeia, siga para a Costa Amalfitana. O jeito mais prático é pegar um ônibus SITA de Sorrento até Positano ou Amalfi. A estrada é sinuosa e espetacular — cada curva revela uma vista mais absurda que a anterior. Se enjoar fácil em estrada, tome um remédio antes.
Dia 5 — Costa Amalfitana
Dedique este dia a explorar a costa com calma. Positano é a estrela mais fotografada — aquelas casinhas coloridas despencando pelo penhasco em direção ao mar são reais, sim. Passeie pelas ruelas íngremes, desça até a praia e almoce com vista para o mar.
Se a base for em Amalfi, visite a Catedral de Amalfi e suba até Ravello, uma vilazinha no alto da montanha com jardins espetaculares — os Jardins da Villa Rufolo são parada obrigatória. O ferry entre as vilas costeiras é a forma mais bonita (e muitas vezes mais rápida) de se deslocar por ali.
Dia 6 — Capri
Pegue o ferry de manhã cedo saindo de Positano ou Amalfi até a ilha de Capri. A travessia dura entre 20 e 40 minutos dependendo do ponto de partida. Capri é aquele tipo de lugar que parece saído de um filme — águas de um azul que beira o irreal, grutas naturais, boutiques elegantes e um ritmo de vida que convida a desacelerar.
Se o clima permitir, tente visitar a famosa Grotta Azzurra (Gruta Azul). Suba de funicular até Anacapri para vistas panorâmicas e, se tiver pernas, faça a trilha até o Monte Solaro. Volte de ferry no final da tarde.
Dias 7 a 9 — Florença e Toscana

De Nápoles (ou Salerno, dependendo de onde estiver na Costa Amalfitana), pegue um trem de alta velocidade até Florença. O trajeto leva cerca de 2h30 a 3 horas. Florença é o berço do Renascimento, e essa afirmação ganha outro peso quando você está lá, de pé, olhando para o Duomo pela primeira vez.
Dia 7 — Chegada e Primeiro Contato com Florença
Depois de se instalar, vá direto ao centro histórico. O Duomo de Florença (Catedral de Santa Maria del Fiore) é gratuito para entrar, mas subir na cúpula de Brunelleschi exige ingresso antecipado — e vale cada centavo pela vista. Caminhe até a Piazza della Signoria, passe pela Ponte Vecchio e termine o dia com um gelato artesanal às margens do Rio Arno. Florença ao entardecer é de chorar de bonito.
Dia 8 — Arte e Cultura em Florença
Manhã dedicada à Galeria Uffizi — um dos museus de arte mais importantes do mundo, com obras de Botticelli, Leonardo da Vinci, Caravaggio e Michelangelo. Compre ingresso com antecedência pelo site oficial da Galleria degli Uffizi. Reserve pelo menos 3 horas.
À tarde, visite a Galleria dell’Accademia para ver o David de Michelangelo ao vivo — a escultura é muito maior e mais impressionante do que qualquer foto sugere. Depois, perca-se pelo bairro de Oltrarno, do outro lado do rio. É ali que mora a Florença mais autêntica: ateliês de artesãos, botecos sem frescura e uma energia que as zonas turísticas não alcançam.
Dia 9 — Toscana: Vinhos, Colinas e Vilas Medievais
Se tem um dia neste roteiro Itália 15 dias que vai ficar gravado na memória para sempre, é provavelmente este. Dedique o dia a um passeio pela região da Toscana. Há diversas opções: alugar carro por um dia, contratar tour ou ir de ônibus até cidades como San Gimignano (conhecida como a Manhattan medieval, com suas torres de pedra), Siena (com a espetacular Piazza del Campo) ou a região de Chianti, onde vinícolas abrem as portas para degustações inesquecíveis.
O Val d’Orcia, patrimônio da UNESCO, é aquela paisagem clássica da Toscana que você vê em cartões postais — ciprestes enfileirados, colinas onduladas, luz dourada. Para quem tem interesse em vinhos, a região produz alguns dos melhores tintos italianos, como o Brunello di Montalcino e o Chianti Classico.
Dias 10 e 11 — Pisa e Cinque Terre

Dia 10 — Pisa e Chegada à Cinque Terre
De Florença, pegue um trem regional até Pisa (cerca de 1 hora). A visita à Piazza dei Miracoli, onde fica a famosa Torre Inclinada, não precisa de mais do que 2 a 3 horas. Sim, você vai querer tirar a foto clássica “segurando” a torre. Todo mundo faz. Faz parte.
Depois de Pisa, pegue outro trem até La Spezia ou diretamente até um dos cinco vilarejos da Cinque Terre. A nossa sugestão: fique em Riomaggiore ou Manarola. São menores, mais charmosos e com aquela vista de cartão-postal das casinhas coloridas grudadas na rocha sobre o mar.
Dia 11 — Cinque Terre
Dedique o dia inteiro a explorar os cinco vilarejos: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso al Mare. A melhor forma de se deslocar é pelo trenzinho regional que conecta todos eles em poucos minutos. Com o Cinque Terre Card, você tem acesso ilimitado aos trens e às trilhas do parque.
Se tiver disposição, faça um trecho da trilha a pé — a Sentiero Azzurro (trilha azul) oferece vistas que nenhuma foto consegue fazer justiça. O trecho entre Vernazza e Monterosso é o mais popular. Almoce frutos do mar frescos em qualquer um dos vilarejos — a focaccia de Monterosso é lendária.
A Cinque Terre é um Patrimônio Mundial da UNESCO e um Parque Nacional, então espere trilhas bem sinalizadas, mas também respeite as regras de preservação. Tênis de trilha são recomendados.
Dia 12 — Milão

De Cinque Terre (La Spezia), pegue um trem até Milão. O trajeto leva cerca de 3 horas. Milão não é o destino mais “italiano” no sentido romântico da palavra, mas tem uma energia própria que vale a pena experimentar, nem que seja por um dia.
Comece pelo Duomo di Milano — a catedral gótica é absurdamente detalhada por fora e imponente por dentro. Se der, suba ao terraço para ver a cidade e, em dias claros, os Alpes ao fundo. Ao lado fica a Galleria Vittorio Emanuele II, uma das galerias comerciais mais bonitas do mundo, com lojas de grife sob um teto de vidro e ferro que é uma obra de arte por si só.
Se tiver interesse em arte, tente visitar A Última Ceia de Leonardo da Vinci na igreja Santa Maria delle Grazie. Mas atenção: os ingressos esgotam com meses de antecedência. Reserve pelo site oficial assim que definir as datas da viagem.
Dias 13 a 15 — Veneza

De Milão, o trem de alta velocidade chega a Veneza em cerca de 2h15. E cá entre nós: nenhuma descrição prepara você para o momento em que sai da estação Santa Lucia e dá de cara com o Grande Canal. Veneza é outra. É uma cidade que não faz sentido em nenhum mapa mental que você tenha — ruas de água, pontes por todo lado, nenhum carro. É como entrar em outra dimensão.
Dia 13 — Os Clássicos de Veneza
Comece pela Piazza San Marco (Praça de São Marcos), o coração da cidade. Visite a Basílica de São Marcos, com seus mosaicos bizantinos dourados, e o Palazzo Ducale (Palácio dos Doges). Se quiser um passeio de gôndola, negocie o preço antes — a tarifa oficial é de cerca de €80 por 30 minutos, mas pode variar.
Depois, simplesmente perca-se. Veneza é uma cidade feita para andar sem destino. As melhores descobertas estão nos becos onde o Google Maps trava, nas pracinhas escondidas onde um velhinho toma spritz sozinho, nas pontes onde você para para olhar o reflexo dos prédios na água e esquece que hora é.
Dia 14 — Burano, Murano e a Veneza dos Venezianos

Pegue o vaporetto (ônibus aquático) até as ilhas da laguna. Burano é obrigatória — uma ilhazinha de pescadores onde cada casa é pintada de uma cor diferente. É impossível não se encantar. Murano é famosa pelo vidro artesanal soprado — dá para assistir a demonstrações em ateliês locais.
No final do dia, volte a Veneza e explore o bairro de Cannaregio, um dos mais autênticos e menos turísticos. É ali que os venezianos de verdade vivem. Tome um spritz num bacaro (bar veneziano) e experimente os cicchetti — petiscos típicos que são basicamente os tapas italianos.
Dia 15 — Despedida
Se o voo for à tarde, aproveite a manhã para uma última caminhada por Veneza. Atravesse a Ponte Rialto com calma, tome um último café olhando para o canal e grave na memória tudo o que puder. Veneza tem esse poder estranho de parecer um sonho mesmo quando você está acordado.
O aeroporto Marco Polo (VCE) fica a cerca de 20 minutos de ônibus ou, se quiser fechar a viagem com chave de ouro, pode ir de water taxi — caro, mas cinematográfico.
Alternativa: Começando Pelo Norte
Este roteiro Itália 15 dias pode ser feito perfeitamente ao contrário — começando por Milão ou Veneza e terminando em Roma. Na verdade, muita gente faz assim porque encontra passagens mais baratas chegando por Milão e saindo por Roma (ou vice-versa). A rota funciona nas duas direções sem perda nenhuma de lógica.
Se optar por começar pelo norte, a ordem ficaria: Milão → Lago de Como (opcional, mas encantador) → Veneza → Cinque Terre → Florença/Toscana → Costa Amalfitana → Roma. É tão bom quanto.
Dicas Práticas Para Seu Roteiro Itália 15 Dias
Alimentação
A Itália é provavelmente o país mais gostoso do mundo para comer. Mas tem regras não escritas que vale conhecer. O café da manhã italiano é simples: um cappuccino e um cornetto (croissant) num bar. Não espere ovos, bacon e frutas — isso não existe lá. O almoço é a refeição principal, e muitos restaurantes servem um pranzo (almoço executivo) com primeiro prato, segundo e bebida por preços honestos.
Evite restaurantes com fotos gigantes no menu na porta. E nunca, jamais, peça cappuccino depois do meio-dia — os italianos consideram isso um crime culinário. Café após o almoço é espresso, ponto.
Banheiros Públicos
Achar banheiro público na Itália pode ser uma aventura à parte. A maioria cobra entre €0,50 e €1,00. Se estiver apertado, entre num café, peça um espresso no balcão (custa cerca de €1,20) e use o banheiro. É o jeito italiano de resolver a questão, e funciona perfeitamente.
Segurança
A Itália é um país seguro para turistas, mas pickpockets (batedores de carteira) existem em áreas muito movimentadas, especialmente Roma, Florença e Veneza. Use uma pochete sob a roupa ou mochila na frente em locais lotados. Na estação Roma Termini, fique especialmente atento.
Internet e Comunicação
Compre um chip europeu ou eSIM antes da viagem. Operadoras como Airalo oferecem eSIMs com dados para a Europa inteira a preços acessíveis. Ter internet no celular faz diferença enorme para consultar mapas, horários de trem e traduzir menus.
Idioma
Aprender algumas palavras em italiano abre portas (literalmente). Um buongiorno ao entrar numa loja, um grazie mille ao sair de um restaurante — os italianos valorizam muito quando o turista faz esse esforço. E a receptividade muda completamente.
Quanto Custa um Roteiro Itália 15 Dias?
Essa é a pergunta de um milhão (de euros, talvez). O custo varia brutalmente dependendo do seu estilo de viagem, mas aqui vai uma estimativa realista para um viajante com orçamento intermediário em 2025:
| Item | Custo Estimado (por pessoa) |
|---|---|
| Passagem aérea (ida e volta do Brasil) | R$ 4.000 a R$ 7.000 |
| Hospedagem (15 noites, hotel 3 estrelas) | €1.200 a €2.000 |
| Alimentação (15 dias) | €600 a €900 |
| Transporte interno (trens, ferries, ônibus) | €200 a €350 |
| Ingressos e passeios | €150 a €300 |
| Seguro viagem | R$ 300 a R$ 600 |
No total, um roteiro Itália 15 dias para um viajante intermediário gira em torno de R$ 15.000 a R$ 25.000 por pessoa, incluindo passagem aérea. Dá para gastar menos sendo estratégico com hospedagem (hostels, Airbnb) e comprando passagens de trem com antecedência. E dá para gastar muito mais se o plano incluir hotéis boutique e jantares em restaurantes estrelados.
Para Quem Serve Este Roteiro?
A beleza deste roteiro Itália 15 dias é que ele funciona para praticamente qualquer perfil de viajante. Casais vão se apaixonar (ainda mais) com gôndolas em Veneza, pôr do sol em Positano e jantares à luz de velas na Toscana. Famílias vão curtir as ruínas de Pompeia, os gelatos em cada esquina e as cores de Burano. Amigos vão encontrar energia de sobra nas noites de Roma, nas degustações de vinho no Chianti e nas praias de Cinque Terre.
Se você estiver viajando solo, a Itália é extremamente acolhedora. O transporte público facilita tudo, os italianos adoram puxar conversa e comer sozinho num restaurante italiano não tem nada de estranho — é quase um ato de autocuidado.
Perguntas Frequentes Sobre o Roteiro Itália 15 Dias
15 dias são suficientes para conhecer a Itália?
Suficientes para conhecer tudo? Não — a Itália tem 20 regiões e cada uma merece semanas. Mas 15 dias são perfeitos para uma primeira viagem completa, cobrindo os destinos essenciais (Roma, Florença, Veneza, Costa Amalfitana e Cinque Terre) com tempo para respirar e curtir cada lugar sem correria.
Preciso de visto para viajar à Itália?
Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 90 dias no Espaço Schengen. No entanto, a partir de 2025 será necessário solicitar a autorização ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) antes de embarcar. O processo é online, custa €7 e tem validade de 3 anos.
Qual a melhor forma de comprar passagens de trem na Itália?
Compre com antecedência pelos sites da Trenitalia ou Italo. Quanto antes comprar, mais barato sai — especialmente nos trens de alta velocidade. Aplicativos como o Trainline também são ótimos para comparar preços e horários das duas operadoras num lugar só.
É seguro viajar pela Itália de trem?
Muito seguro. A malha ferroviária italiana é uma das mais desenvolvidas da Europa. Trens de alta velocidade (Frecciarossa, Italo) são modernos, confortáveis e pontuais. Trens regionais são mais simples, mas cumprem bem a função. A única atenção é com pertences pessoais em estações movimentadas.
Vale a pena incluir o Lago de Como no roteiro?
Se você começar o roteiro pelo norte (Milão), incluir um ou dois dias no Lago de Como é uma adição espetacular. Vilas como Varenna, Bellagio e Menaggio são de tirar o fôlego. O trem de Milão até Varenna leva cerca de 1 hora, e de lá ferries conectam todas as vilas do lago. Se o roteiro já estiver apertado, é um ótimo motivo para uma segunda viagem.
Montar um roteiro Itália 15 dias é como compor uma playlist perfeita: cada destino tem seu tom, seu ritmo, sua energia. Roma é a abertura épica, a Costa Amalfitana é aquele refrão que gruda, Florença é o solo de guitarra que arrepia, e Veneza é o final que te deixa em silêncio, processando tudo. A Itália não é só um país que você visita. É um país que te visita de volta — nos sonhos, na saudade, no gosto de cada massa que você tentar reproduzir em casa e nunca vai ficar igual.
Buon viaggio!








